A programação do Ouro Negro, no sábado (14), foi aberta pela banda Tambores e Cores, com o tema “Benin – a Mãe África do Brasil”, ressaltando a herança cultural que moldou a identidade baiana. Conduzido por uma percussão marcante, o desfile apresentou coreografias sincronizadas e alas compostas por baianas com vestidos nas cores do grupo — vermelho, verde e amarelo. A empolgação dos integrantes contagiou o público ao longo do percurso.
Luana, integrante da Tambores e Cores, destacou a importância da diversidade e da união no período festivo: “É muito importante pro Carnaval trazer essa interculturalidade”.
Na sequência, o destaque foi o afoxé Filhas de Gandhy, fundado em 1979 e reconhecido como o primeiro afoxé inteiramente feminino do Brasil. A passagem pelo Largo do Pelourinho começou ao som de instrumentos de sopro, chamando a atenção dos foliões. O desfile reuniu arte e história ao representar figuras simbólicas, espíritos ancestrais, povos originários e africanos, referências que seguem presentes nos valores do grupo. Personagens que evocam a mulher baiana, como xambá, caboclas e boiadeiras, também integraram a apresentação.
O programa Ouro Negro também leva pequenos trios elétricos para o Terreiro de Jesus e diversas atrações ao longo do dia em diferentes pontos do Pelourinho, até o encerramento do “Carnaval da Bahia: um Estado de Alegria”.
Carnaval do Pelô
O Carnaval do Pelô integra a programação oficial do Governo da Bahia, com o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”, reunindo ações do edital público da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), que contemplou 81 propostas artísticas, além da participação da Secretaria de Turismo (Setur), por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), fortalecendo o calendário cultural do território. No Largo do Pelourinho, parte da grade de atrações é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).