Carnaval do Pelô celebra origens da folia com música, família e diversidade

15/02/2026
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Crédito: Ascom SecultBA

Neste sábado (14), o carnaval do Pelourinho contou com uma programação itinerante que relembrou as origens da folia. A cada esquina, uma batucada diferente fazia a alegria dos foliões, que gostaram desde o samba à percussão baiana; e das marchinhas aos sucessos do axé em uma festa plural e inclusiva.

Os cortejos saíram do Largo Terreiro de Jesus e percorreram os principais pontos do Pelourinho, celebrando a vida e a cultura popular nas ruas históricas, que vibraram com a ancestralidade e identidade para as novas gerações.

Estreando na folia, o Bloquinho da Isabela simbolizou esse legado repassado adiante. Nascida no mês do Carnaval e prestes a completar um ano, a pequena ganhou abadá personalizado e desfilou com os pais. A mãe, Isiane Gonçalves, contou que a ideia surgiu depois de passar a festa do ano passado na maternidade. “Este ano viemos apresentar o carnaval para ela, já que não vamos sair em bloco nem em camarote”, explicou.

Para o pai, Irailton, o Pelourinho foi escolhido por ser um espaço mais seguro e por preservar as tradições. “São esses valores que a gente quer passar para nossa filha”, afirmou.

Entre as atrações, o grupo Los Cuatro, com Eva Cavalcante, abriu o percurso com o Microtrio Compassos, levando axé e groove baiano. Em seguida, Maira Lins e Oficina de Sons transformaram a rua em um sambódromo orgânico, com sambistas de branco e vermelho e chapéu-panamá, passeando pelo samba carioca, pagode e samba de roda.

A turista paulistana Ana Cristina Alfredo elogiou o circuito e destacou o ambiente familiar. “É uma energia que contagia. O Pelô está sendo uma vitrine para o mundo”, disse.

As agremiações de percussão e metais também marcaram presença. Com mais de três décadas de história, o Bandão do Farias levou instrumentos de sopro e percussão para as ruas, defendendo a essência do carnaval tradicional. “É um carnaval feito por pessoas da região, do jovem à terceira idade”, comentou o fundador Donatilo Farias.

O Bandão Aurora apresentou ritmos afro-brasileiros, como o ijexá, além de marchinhas e sambas clássicos, reforçando o trabalho de valorização cultural e social realizado durante todo o ano. Já a Orquestra Os Franciscanos, de São Francisco do Conde, ocupou as ruas em um movimento de resistência aos ritmos tradicionais, como o frevo e as marchinhas.

A programação contou ainda com apresentações da Koru Cia. de Dança, da Banda Percussiva Pérola Negra, da Cia. de Dança Robson Correia, do grupo taKOMBIn’arte e dos Bambas da Bahia – Bandinha Samba Folia.

Carnaval no Pelô
O Carnaval do Pelô integra a programação oficial do Governo da Bahia, com o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”, reunindo ações do edital público da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), que contemplou 81 propostas artísticas, além da participação da Secretaria de Turismo (Setur), por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), que fortalece o calendário cultural do território. No Largo do Pelourinho, parte da grade de atrações é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

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Carnaval da Bahia 2026
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