O rapper Aspri RBF subiu ao palco do Largo Tereza Batista, nesta terça-feira (17) de Carnaval, com um show inédito, celebrando 27 anos de carreira. A apresentação reafirmou a força do rap baiano no Carnaval, transformando o largo em um espaço de memória, resistência e projeção de futuros possíveis.
O artista convidou o dançarino Dias, que trouxe expressão corporal intensa e simbólica ao palco, dialogando com as letras cantadas. Outro momento marcante foi a intervenção do artista plástico Samuca Santos, que produziu um grafite ao vivo durante o show, reforçando a cultura urbana como linguagem integrada.
“Fazer um grafite, enquanto meu parceiro cantava, foi uma experiência muito forte. Cada traço acompanhava uma batida, cada cor dialogava com uma rima. A gente transformou o Pelô num espaço de criação conjunta, mostrando que o rap é coletividade. Estar no Carnaval fazendo arte urbana é ocupar um lugar que também é nosso.”
No palco, Aspri empolgou o público ao refletir sobre permanência e estratégia coletiva.
“Estratégia de fuga nós temos, por isso estamos aqui. A gente aprendeu a sobreviver, mas também aprendeu a permanecer. Estar no Carnaval, ocupando esse palco com rap afro-baiano, é mostrar que nossa arte não é margem, ela é centro, é história viva e é futuro sendo construído agora”, declarou.
Carnaval do Pelô
O Carnaval do Pelô integra a programação oficial do Governo da Bahia, com o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”, reunindo ações do edital público da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), que contemplou 81 propostas artísticas, além da participação da Secretaria de Turismo (Setur), por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), fortalecendo o calendário cultural do território. No Largo do Pelourinho, parte da grade de atrações é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).