A Banda Didá levou mais uma vez sua batida marcante e um espetáculo de ritmo e cores às ruas de Salvador nesta segunda-feira (16), durante desfile no Circuito Osmar (Campo Grande). A apresentação marcou o encerramento da participação da banda no Carnaval 2026 e chamou a atenção do público pela energia da percussão, figurinos vibrantes e coreografias que tomaram conta do circuito.
Neste ano, o bloco desfilou com o tema “O Samba-Reggae e o Funk marcam encontro no Pelô”, apostando na mistura de ritmos e na força dos tambores para animar os foliões. O cortejo reuniu uma grande ala de percussionistas, bailarinas e formações coreografadas, que transformaram o percurso em um verdadeiro espetáculo a céu aberto, com fantasias coloridas, dança e forte interação com o público ao longo do trajeto.
Um dos destaques da apresentação foi a organização das alas temáticas, que ajudaram a construir a narrativa do desfile. Nomeada Ala Matrizes Musicais da Negritude, a Ala 1 celebrou ritmos ancestrais como jongo, lundu, maxixe, semba e samba, destacando a força das tradições afro-brasileiras.
Já a Ala 2, Filhos da Negritude Rebelde, representou o encontro entre o samba-reggae baiano e o funk carioca, evidenciando as expressões culturais das ruas e a potência dos ritmos urbanos. O desfile contou ainda com a Ala 3, Desbravadores do Atlântico Negro, que homenageou a diáspora africana e artistas que atravessaram fronteiras com sua arte, reforçando a conexão entre música, história e identidade.
A participação da banda no Carnaval 2026 teve início no sábado (14), também no Circuito Osmar, e seguiu no domingo (15), com desfile no Circuito Batatinha, no Centro Histórico. Já nesta segunda-feira, o grupo retornou ao Campo Grande para mais uma apresentação marcada pela forte presença cênica e pela recepção calorosa dos foliões, reafirmando seu espaço entre os destaques da festa.
Reconhecida como a primeira banda afropercussiva feminina do mundo, a Didá mantém atividades de formação musical e artística realizadas no Pelourinho, espaço simbólico da cultura negra na capital baiana. O grupo é uma das entidades contempladas pelo programa Ouro Negro, iniciativa que incentiva blocos e instituições responsáveis por fortalecer as manifestações culturais do Carnaval.