
Foto: George Teles
DEISIANE BARBOSA (2016)
Conceição da Feira, Bahia
Deisiane Barbosa é poeta, escritora, performer e editora de livros. Vive e atua no Recôncavo da Bahia e coordena a andarilha edições, uma editora de publicações independentes e artesanais. Bacharela em Artes Visuais (UFRB), especialista em Estudos Literários (UEFS) e mestra em Artes Visuais (UFPE). Desenvolve pesquisas em literatura, performance, videoarte e livro de artista, envolvendo memórias e narrativas de mulheres. Possui experiência com arte/educação, escrita criativa e produção editorial. Integrante do imuê – Instituto Mulheres e Economia. Autora de “cartas a Tereza” (2015, edição independente), desavesso (2016, edição independente) e refugos (2019, Segundo Selo, Coleção DasPretas).
Produção Artística: Conto "benção para a lentidão" (CLIQUE PARA LER)
1. carta-maré: escrita performada à beira-mar, no fim da tarde do dia 16 de novembro de 2016, na praia Brasileirinho, frente ao Instituto Sacatar.

(Foto: Kelvin Marinho)
2. intervenção urbano poético postal: distribuição de cartões-postais à Tereza por ruas de Itaparica.

(Foto: Kelvin Marinho)
3. oficina de livro de artista: ministrada durante o III Sarau da Ilha - Caboclos de Itaparica: na rota da independência, com a participação dos estudantes do Colégio Estadual Democrático Jutahy Magalhães. O objetivo foi discutir a produção independente do livro de artista e auxiliar os participantes na confecção dos seus próprios livros.

4. desFOLHAnDO o MAR: processo de tingimento de folhas de papel para a produção de páginas do livro-inventário.

(Foto: Ueliton Santana)
5. open studio: na ocasião foram dispostas no espaço de criação algumas páginas/manuscritos do livro em processo de construção.
6. inventário: refere-se ao material coletado, processado, explorado a partir da pesquisa em torno de Tereza e do ambiente onde ela circula e tece o seu cotidiano. Disposição de imagens fotográficas, excertos de textos, manuscritos, correspondências, verbetes, estudos, etc.
"Tereza era também a própria ilha – foi o mar quem me contou.
Fui reinventando o seu retrato na ponta da minha caneta ligeira, nas páginas amarelas de um caderno, nos dedos dançantes sob uma máquina de escrever. Oito semanas como moradora da Ilha de Tereza me permitiram esboçar a primeira versão de um inventário, as páginas de um livro mutante onde ainda terei habitado os próximos dias incalculáveis."
