O papa Francisco usou as redes sociais, na manhã desta segunda-feira (1) para pedir orações às mulheres que sofrem de maus-tratos. No vídeo publicado, o forte apelo do Pontífice é contra os diferentes tipos de violência que têm gerado um “número impressionante” de mulheres “espancadas, ofendidas e violadas”. Diante desse tipo de “covardia e degradação para toda a humanidade”, Francisco pede que elas sejam protegidas pela sociedade e que os sofrimentos das vítimas, por meio do “grito de socorro”, sejam escutados.
“Hoje, ainda existem mulheres que sofrem violência. Violência psicológica, violência verbal, violência física, violência sexual. O número de mulheres espancadas, ofendidas e violadas é impressionante. As diversas formas de maus-tratos que muitas mulheres sofrem são uma covardia e uma degradação para toda a humanidade. Para os homens e para toda humanidade. Os testemunhos das vítimas que se atrevem a quebrar o silêncio são um grito de socorro que não podemos ignorar. Não podemos olhar para o outro lado. Rezemos pelas mulheres que são vítimas de violência, para que sejam protegidas pela sociedade e o seu sofrimento seja considerado e escutado por todos", pontua o Papa.
Podcast Respeita as Mina
A decisão do Papa Francisco de incluir o tema da violência contra as mulheres nas orações universais dos católicos, durante todo o mês de fevereiro, motivou a escolha do tema para um dos episódios do Podcast Respeita as Mina, mantido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) nas principais plataformas de streaming. Lideranças religiosas falam sobre o papel das religiões no enfrentamento à violência contra as mulheres. Nossos (as) convidados (as) são o padre Lázaro Muniz, representante da Arquidiocese de Salvador pelo Ecumenismo e Diálogo Interreligioso; a ialoxé Jussara Lopes, do Ilê Axé Obalajá, e a pastora Cristiane Mota, da Igreja da Congregação Missão Maranata e colunista da revista Mulher em Foco.
Números coletados e divulgados pela ONU Mulheres, atualizadas em novembro de 2020, são chocantes: todos os dias, 137 mulheres no mundo são mortas por membros de suas próprias famílias; as mulheres adultas representam quase metade das vítimas de tráfico de pessoas; globalmente, uma em cada três mulheres já sofreu violência física ou sexual (e 15 milhões de meninas adolescentes, de 15 a 19 anos, sofreram estupro em todo o mundo).
No ano passado, além disso, com o agravamento da pandemia e a necessidade do isolamento social e o aumento da insegurança econômica, também aumentou a vulnerabilidade das mulheres à violência na esfera privada.