O programa Elas à Frente do Governo do Estado, as ações da Secretaria das Mulheres (SPM), com foco no enfrentamento à violência de gênero e na promoção e inclusão socioprodutiva das mulheres, e a Política Nacional de Cuidados foram apresentadas no III Seminário Nacional da Mulher Economista, realizado nessas quinta e sexta-feira (4 e 5), em Salvador. Com o tema “Violência de gênero e Economia: Impactos e saídas possíveis pelas vias da empregabilidade e do empreendedorismo”, a iniciativa buscou ampliar a compreensão sobre os custos econômicos da violência contra mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, discutindo seus efeitos na produtividade, no crescimento econômico e no desenvolvimento social do país.
A secretária das Mulheres do Estado (SPM-BA), Neusa Cadore, participou da mesa que abordou o tema “Violência de Gênero, mercado de trabalho, impactos socioeconômicos e diversidade” e falou sobre a transversalidade das políticas públicas para as mulheres em diversas áreas do Estado. “Esse seminário é muito assertivo porque traz questões importantes que precisam se transformar em ações políticas. Cuidar também é política pública. Na Bahia, estamos ampliando escolas em tempo integral, fortalecendo a rede de saúde com parto humanizado e apoio às mães, além de investir em segurança pública com delegacias especializadas e a Casa da Mulher Brasileira. Um exemplo é o programa Oxe, Me Respeite- nas escolas, que atua em 300 escolas do estado. A SPM nasce da luta das mulheres e tem como pauta estruturante a construção da autonomia e da inclusão social. A política do cuidado é um caminho para garantir autonomia econômica, que é fundamental para que as mulheres possam sair da situação de violência”, afirmou.
O evento, promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), com apoio do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), reuniu economistas, autoridades, lideranças femininas, estudantes e representantes de movimentos sociais. A programação contou com palestra magna e painéis temáticos sobre: Violência de gênero e o PIB; Violência de gênero e o mercado de trabalho; Violência de gênero, assédio moral e impactos na vida acadêmica; Violência de gênero à luz da economia feminista; Empreendedorismo como alternativa para o empoderamento da mulher; e Movimento das mulheres economistas no Brasil.
Entre as participantes estiveram a presidenta do Cofecon, Tania Cristina Teixeira; a coordenadora da Comissão Mulher Economista e Diversidade, Teresinha Ferreira; e a presidenta do Corecon-BA, Isabel Ribeiro. Para Isabel Ribeiro, que também é gerente de Gestão Estratégica do Sebrae Bahia, a escolha do tema reflete o compromisso de aproximar a ciência econômica das questões sociais. “Todos os dias acordamos com notícias de mulheres vítimas de violência. Não podemos tratar a economia apenas a partir de números. É nosso papel trazer essa pauta, unindo a ciência econômica as questões sociais. É fundamental tratar de um tema tão dramático quanto o combate à violência, que impacta diretamente a vida das pessoas e no desenvolvimento do país”, ressaltou.
Foto: Ane Novo