A Campanha pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher e pelo Feminicídio Zero segue no Campeonato Baiano 2026, com o engajamento dos jogadores, equipes técnicas, dirigentes e as torcidas. A campanha é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria das Mulheres (SPM) e do IRDEB, em parceria com os clubes, a Federação Baiana de Futebol (FBF) e a Defensoria Pública do Estado.
O objetivo é prevenir todas as formas de violência baseada em gênero, utilizando o alcance social do esporte como ferramenta de conscientização e transformação cultural. A campanha, que tem várias estratégias de divulgação, também visa chamar a atenção de todas as pessoas para o fato de que a violência contra a mulher não é normal e este enfrentamento é uma responsabilidade coletiva, orientando para denúncias pelo Disque 180.
A secretária das Mulheres do Estado, Neusa Cadore, acredita que o futebol é uma ferramenta de transformação social e os jogos são vitrines neste enfretamento à violência de gênero. “A todo momento e em todos os lugares precisamos unir forças pelo fim da violência contra as mulheres. Os estádios de futebol são um ambiente favorável para essa sensibilização, funcionando como uma vitrine poderosa para que a sociedade compreenda que o feminicídio é um problema de todos e que a prevenção salva vidas", afirmou.
Para além das faixas, das mensagens nos telões durante os jogos, a campanha oferece suporte prático. A Unidade Móvel da SPM, equipada para acolhimento e orientação de mulheres, terá um cronograma especial de plantão em alguns estádios. Neste sábado (17), ficará estacionada na frente da Arena Fonte Nova, em Salvador, das 15h às 18h30, para a partida entre Bahia e Galícia. No domingo (18), a Unidade Móvel estará em Alagoinhas, das 18 às 21h , quando será realizada a partida entre Atlético e Bahia de Feira.
Pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública analisou a relação entre os dias de jogos do Campeonato Brasileiro e os índices de violência doméstica. Segundo esta pesquisa, o número de ameaças contra mulheres aumenta, em média, 23,7%. Os casos de lesão corporal dolosa no contexto da violência doméstica crescem 20,8% em comparação aos dias sem jogos.
Ascom SPM