Quilombolas marcam presença na 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária

10/01/2019
Até este domingo (02), o público poderá conferir, na 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, produtos que representam a diversidade e a riqueza das comunidades quilombolas dos 27 Territórios de Identidade do Estado da Bahia.
Na Praça Quilombolas, são encontrados produtos como toalhas, panos de bandeja, pimentas em conserva, bonecas, sabonetes, cestinhas e jarros de babaçu, bijuterias e peças de vestuário. Além de divulgação de produtos, a feira tem permitido a interação das comunidades quilombolas entre si e com associações.
De acordo com Raimunda Lopes de Oliveira, da comunidade quilombola Vargem Comprida, Palmas do Monte Alto, Território de Identidade Sertão Produtivo, “está sendo uma ótima experiência, pela divulgação de produtos e pelo reconhecimento, além de permitir novas parcerias e troca de experiências”, afirma. Trabalhando em um grupo formado por oito mulheres e dois homens há cinco anos, com tecelagem de algodão, Raimunda trouxe para a feira toalhas, pano de bandeja, jogo americano, capa para botijão e tapetes: “O público tem acolhido bem nossos produtos e pretendemos voltar”.
Representando o Território de Identidade Irecê, as comunidades quilombolas Lajedo de Eurípedes (Lapão), Lajedão (Ibititá), Batatas (Canarana), Mulungu (América Dourada), Baixa da Cainana (Mulungu do Morro) e Santo Antônio do Abade (Barra do Mendes) trouxeram produtos como tapetes de retalho, jogo de banheiro, porta-guardanapos, sabonetes de argila, cestas e jarros feitos com folha de babaçu. De acordo com Valterlúcia Alves Martins, assistente técnica do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), empresa que presta assistência às comunidades, “a feira está trazendo maior visibilidade e divulgação aos produtos e às comunidades, além de representar uma excelente oportunidade de trocas de experiências e a realização de negócios. Pretendemos voltar outras vezes”.

A mesma opinião tem Adrielle de Jesus Silva, da comunidade Quilombo do Kaonge, situado em Cachoeira, Território de Identidade Recôncavo. Presente na Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bahia pela quarta vez, a comunidade trouxe, entre outros produtos, blusas, vestidos, bijuterias e panos de prato. Para Adrielle, “a feira tem sido muito proveitosa, porque engrandece os produtos, além de trazer oportunidades de parcerias de negócios, de participação em outras feiras e de valorização do povo. Pretendemos voltar porque é uma feira boa e nos empodera, afirmando nosso lugar no mundo”, conclui.

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