Apicultores que trabalham em agroindústrias de beneficiamento de mel, das associações dos Apicultores do Assentamento do Caritá, de Jeremoabo, e dos Apicultores de Heliópolis, foram capacitados, nas sedes das suas associações, nos dias 02 e 03 de abril, sobre boas práticas de fabricação de alimentos.
O curso, obrigatório para todos aqueles que atuam na manipulação e produção alimentos, foi realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio de parceria entre a Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e a Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (Arcas).
Os participantes aprenderam sobre as normas de higienização sanitária, exigidas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), responsável pelo processo de regularização do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), e sobre como devem se portar durante a produção de alimentos para consumo humano.
O coordenador de Agroindústria da Suaf, Daniel Ferreira, reforça que essas boas práticas devem começar na retirada da matéria-prima, com total higienização, até o processamento na agroindústria: “As normas devem ser seguidas, da forma correta, em todas as etapas de produção, para que não haja contaminação, evitando infecções intestinais, intoxicações, que poderiam, até mesmo, levar à morte as pessoas que consomem alimentos de má qualidade”.
A presidente da Associação de Apicultores do Assentamento do Caritá, Josefa Creciane de Matos, agradeceu à prestadora de Ater e à Suaf pelo curso de boas práticas: “É um passo dos empreendimentos rumo à aquisição do Selo de Inspeção Estadual”.
A Arcas é responsável pela prestação do serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), no Território de Identidade Semiárido Nordeste II, e atende, entre outros públicos, a beneficiários dos editais do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR). Atualmente, acompanha 18 empreendimentos, entre eles, seis agroindústrias de beneficiamento de mel.