Salvador sedia abertura do 3º Acampamento dos Povos Indígenas da Bahia

07/05/2019

Representantes de 23 povos indígenas da Bahia e de diversas secretarias e órgãos do Governo do Estado participaram, nesta terça-feira (07), na área externa da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, do 3º Acampamento dos Povos Indígenas da Bahia.O encontro, que segue até a próxima sexta-feira (10), tem o lema: Diga ao Povo que Lute! Lutaremos!

São cerca de 600 representantes de 163 comunidades de etnias indígenas como a Tupinambá, Atikum, Pataxó, Payaya, Truka, Kiriri, Tumbalalá, Tuxá, Pataxó Hãhãhãe, Xukuru-Kariri, Kariri-Xocó-Fulni-ô, Kapinawá, Kaimbé, Tapuia, Pakararé, Pakararú,Pankarú, Potiguara, Kambiwá, Xabriacá, Kantaruré e Tuxi.

O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Josias Gomes, afirmou que participar desse momento com os indígenas é uma alegria. Ele reafirmou o respeito do Governo do Estado pelos povos indígenas, com políticas públicas específicas, a exemplo dos editais do Bahia Produtiva, projeto executado pela SDR, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que está investindo R$15 milhões em diversas ações em comunidades indígenas.

“Somos um país diverso, formado por culturas completamente distintas. A presença dos indígenas nesse evento, em Salvador, com cinco secretários de Estado, mostra o compromisso do Governo da Bahia com a diversidade e o respeito às diversas culturas. É significativo estarmos aqui discutindo aspectos da vida que os indígenas levam em suas comunidades, mas também revendo, discutindo e avaliando o que estamos produzindo”.

De acordo com Kâhu Pataxó, coordenador geral do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia, o objetivo do acampamento é reunir os povos indígenas da Bahia para discutir sobre saúde, educação, produção agrícola e a questão territorial, entre outras: “Estamos aqui, pois queremos melhorias para as nossas comunidades, além do fortalecimento dos povos indígenas, pois somos cidadãos brasileiros e baianos. A expectativa é que nossos pontos de pauta sejam atendidos”.

O evento conta com uma série de atividades, como audiências públicas, encontros da juventude indígena e sessões especiais na ALBA, para discutir temas como a educação indígena e políticas públicas para as mulheres indígenas.

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