Um balanço das ações da assistência técnica e extensão rural (Ater) na Bahia foi apresentado, nesta quarta-feira (08), durante a Semana da Agricultura Familiar, promovida pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba), em parceria com o Governo do Estado, Fórum Baiano da Agricultura Familiar (FBAF), Articulação do Semiárido (ASA), Articulação da Agroecologia da Bahia (AABA), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MPA).
A Ater é essencial para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, por fornecer orientações sobre o processo de produção e promover a troca de conhecimentos entre agricultores e agricultoras familiares e técnicos extensionistas.
Na Bahia, o serviço de Ater é ofertado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), diretamente, com sua equipe técnica; em parceria com organizações da sociedade civil selecionadas por chamadas públicas e com entes governamentais e seus organismos articulados.
"Apresentamos os avanços que a Bahiater tem acumulado a partir dessas estratégias articuladas e complementares. A Ater é responsável pela incidência das demais políticas públicas para a agricultura familiar ao apoiar a organização produtiva e social através da presença cotidiana de técnicos e técnicas no campo”, explicou Célia Watanabe, superintendente da Bahiater.
Tiago Pereira, coordenador do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), entidade conveniada com a Bahiater, afirma que os resultados da parceria são exitosos: "Atendemos aproximadamente quatro mil famílias na região Norte do Estado, implementando a Ater na perspectiva da sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais com enfoque na convivência com o Semiárido, construindo possibilidades que asseguram a permanência das famílias na terra, gerando trabalho, renda e segurança alimentar, um processo positivo que busca a emancipação dos agricultores”.
Para Célia Firmo, coordenadora do FBAF e do Movimento de Organização Comunitária (MOC), outra entidade parceira da Bahiater, a Ater assegura vida digna aos agricultores familiares baianos: "Esta parceira tem possibilitado aos agricultores receberem uma Ater de qualidade na qual as famílias possam repensar o processo da produção para uma produção agroecológica, com uma Ater que pensa nas relações sociais, garantindo a segurança alimentar, geração de renda e a permanência das suas famílias no meio rural, onde nasceram, vivem e produzem".
Marcelino Galo, deputado estadual (PT), reforçou a importância do diálogo para alinhamento das ações que vem sendo executadas. "Foi um debate extremamente produtivo, onde fizemos um balanço e apontamos quais caminhos deveremos tomar".
Fotos: Tainane Oliveira