A cadeia produtiva do abacaxi no Semiárido – gargalos e soluções foi o tema de seminário realizado, nesta sexta-feira (23), no auditório do Colégio Luiz Eduardo Magalhães, no município de Itaberaba, Território Piemonte do Paraguaçu.
Com o objetivo de apresentar, discutir e transferir conhecimentos sobre as técnicas do manejo e da produção da cadeia do abacaxi na região, o seminário foi promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Prefeitura Municipal de Itaberaba, e contou com o apoio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
A parceria do Governo do Estado com a Embrapa – Mandioca e Fruticultura, com sede em Cruz das Almas, Território Recôncavo, resultou na dinamização da cultura do abacaxi em Itaberaba e região. A Bahiater/SDR participa do grupo gestor da cultura do abacaxi gerenciando as ações voltadas ao desenvolvimento desta cadeia produtiva no território, desde a produção à comercialização.
Para Carlos Alberto, coordenador da Bahiater/Setaf Piemonte do Paraguaçu, a realização de ações transversais é fundamental para o fortalecimento da cadeia produtiva do abacaxi: “Cumprimos o papel prestar serviços de Ater para esses agricultores e de buscar parceiras com cooperativas, prefeituras, associações, sindicatos e órgãos governamentais como a Embrapa que tem um papel fundamental para o fortalecimento da cultura do abacaxi, por realizar pesquisa para melhorar a produção, combater doenças, a exemplo de Fusariose e a Cochonilha, além de propor novas técnicas de plantio a esta cultura”.
Abacaxi e leite
Segundo Alberto de Almeida Alves, pesquisador na área de manejo de culturas e engenheiro agrônomo da Bahiater/SDR, no âmbito do Setaf Piemonte do Paraguaçu, que participou do painel Integração Abacaxi e Leite, disse que o debate fomentará a utilização dos resíduos da cultura do abacaxi na alimentação de bovinos de leite: “Nosso município é o maior produtor de abacaxi da Bahia, em área acima de mil hectares, e um dos dez maiores produtores de abacaxi do Brasil. Temos o papel de buscar estratégias que agreguem valor na produção desses agricultores familiares, que impactará no fortalecimento da agricultura familiar do Estado”.
Antônio Santana, produtor de abacaxi na Comunidade do Bom Viver, em Itaberaba, destacou a importância do seminário: “É muito importante que os órgãos governamentais deem apoio para os produtores de abacaxi, incentivando a produção da cultura, geramos emprego e renda. Nosso objetivo como produtor do abacaxi é ter melhoramentos. Estamos num mundo tecnológico avançado e daqui levaremos muitos conhecimentos para o campo”.