Representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) participaram, nesta terça-feira (24), do workshop sobre doenças virais de importância na produção de suínos, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), em Salvador. Manter a sanidade do rebanho suíno e a melhoria da vigilância sanitária em campo estão entre os objetivos do evento.

De acordo com o titular da SDR, Josias Gomes, é imprescindível evitar que a peste suína e outras doenças possam chegar aqui no estado. Ele destacou que a SDR atua especificamente com os agricultores familiares, que têm, em diversas propriedades, ao menos dois ou três animais suínos: “Apesar de não ser a atividade principal dessas propriedades, esses animais entram como complemento da renda desses agricultores familiares e, devido à preocupação com a sanidade desses animais, um grupo de mais de 200 técnicos, que atuará no serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), será contratado, por meio de chamada pública, para intensificar o acompanhamento e monitoramento das propriedades desses agricultores”.
Segundo a Doutora Veterinária e consultora em Saúde Animal, Masaio Mizuno Ishizuka, esse workshop envolve sete doenças divididas em dois grandes grupos, doenças hemorrágicas e vesiculares. As vesiculares podem ser causadas pelo mesmo vírus que acomete bovinos, como a febre aftosa. Há outras doenças vesiculares, que embora não acometam os bovinos, são confundíveis com a febre aftosa em suínos, e entram na lista de doenças para notificações à Agência de Defesa Agropecuária (ADAB). Das doenças hemorrágicas há perigo iminente com a peste suína clássica, que está no Norte do país e pode causar um prejuízo, não apenas para a economia do estado e do país mas também a perda de mercado externo.
“Por isso a prevenção se torna importante. De um lado nós temos a peste suína africana que está ocorrendo na Ásia e na Europa toda e que poderá, de alguma forma, chegar ao Brasil, e nós temos no Uruguai outra doença que é confundível com a peste suína africana, que já está nos javalis. Então, para preservar a população de animais suínos e bovinos, e manter a produtividade para aumentar as exportações, temos que colocar os veterinários do Brasil inteiro dentro do mesmo conceito e filosofia ajustadas, para cada situação, para cada estado, para cada momento”, ressaltou Ishizuka.
O evento foi realizado em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS) e Associação de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), com o apoio do Governo do Estado e de outras instituições públicas e sociedade civil organizada.