Bahiater fomenta capacitações sobre silagem

01/10/2019

Agricultores familiares baianos estão tendo a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre produção de silagem, uma importante tecnologia social que possibilita o armazenamento de alimentos para serem ofertados aos animais em períodos de estiagem, por meio de capacitações, ministradas por técnicos da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A Bahiater/SDR fomenta essas capacitações em parceria com as secretarias de Agricultura dos municípios baianos.

Bahiater fomenta capacitações sobre silagem

A capacitação envolve aulas teóricas e práticas onde são abordados aspectos da produção da planta: as espécies mais adaptadas para a região; formas de plantio; adubação; controles alternativos de pragas e doenças; irrigação; ponto correto e formas de colheita. Também são apresentados os tipos de silo, sendo os mais utilizados o de superfície e de trincheira; as técnicas de trituração e compactação do alimento; os processos bioquímicos que ocorrem durante a ensilagem; o fechamento do silo e o momento adequado para a sua abertura.Para a produção da silagem, os agricultores podem utilizar gramíneas: milho, sorgo, capim e cactáceas, a exemplo da palma e girassol.

Saulo Sousa, Doutor em Produção de Forragem e Nutrição Animal e Engenheiro Agrônomo da Bahiater/SDR, afirma que a silagem é a melhor prática para assegurar a oferta de alimento durante todo o período de produção animal, impactando na estabilidade da economia rural: “É a garantia que teremos alimentos para todo o ciclo produtivo do animal. Uma boa silagem se inicia desde a escolha da espécie, o plantio, o período correto da colheita, o tamanho das partículas que devem ser de um a dois centímetros, o tempo de ensilamento, compactação, armazenamento e abertura da silagem, o que resultará na qualidade desta tecnologia”.

Coriolano Dias de Carvalho, zootecnista que atua na Bahiater, no âmbito do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf), Portal Sertão, instalado no município de Feira de Santana, reafirma a importância do conhecimento para o desenvolvimento do trabalho dos agricultores familiares: “Por meio do curso, procuramos mostrar para o agricultor que é possível ele conseguir armazenar alimento para garantir a nutrição dos animais durante os períodos de longa estiagem, sem prejudicar a produção, e aumentar sua produtividade”.

Hélio Alves, secretário de Agricultura e Meio Ambiente do município de Serra Preta, destaca a importância da parceria entre Estado e município: “O curso de produção de milho, do plantio até a produção de silagem, impactará, diretamente, na produção do leite e da carne, aumentando a renda das famílias dos nossos agricultores familiares. Estas parcerias são necessárias para que o rural baiano continue forte”.

Aprendendo na prática

Elizabeth Martins, agricultora familiar do município, comemora a realização da capacitação: "Ao tomar esse curso aprendi muito, estou muito agradecida a todos que participaram, principalmente, nossa comunidade. Nós criamos cabras, bodes e carneiros, mas chega um determinado tempo que nós ficamos em dificuldade para alimentar o animal. Com esse curso, tivemos aqui um grande feito, agradeço ao Governo do Estado e aos técnicos que fizeram um excelente trabalho".

Hélio Machado, agricultor familiar da Fazenda da Lagoa da Formiga, no município de Santa Bárbara, ressalta o benefício de adquirir mais um conhecimento: “Nós já fazemos a silagem, inclusive, com a variedade de capim, mas mesmo já sabendo, sempre há alguma coisa para acrescentar. Esse modelo que aprendemos aqui é muito interessante porque atende à nossa necessidade e conseguiremos fazer a silagem perfeita com tempo determinado, muito benéfico".

Cleonice Mota dos Anjos, da Fazenda Menencieira, no município de Serra Preta, conta que a capacitação enriqueceu seus conhecimentos e de sua comunidade: “Para mim, o curso foi bom demais, pois trouxe novas informações para minha comunidade. Hoje aprendemos aproveitar as coisas que não aproveitávamos antes, as palhas que secavam antes na roça. Espero que aconteçam mais cursos pra eu levar mais gente da minha comunidade”.

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