Técnicos e extensionistas participaram, nesta quarta-feira (15), no auditório do Centro de Formação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), de um curso sobre Agroecologia.A formação integra a série de capacitações promovidas por meio do Plano Estadual de Formação (Formater), da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da SDR.
O curso sobre Agroecologia teve o objetivo de sensibilizar os profissionais sobre a importância da transição agroecológica, apresentando o modelo de agricultura convencional, os consequências do uso de agrotóxico no meio ambiente e na saúde humana, além das técnicas de manejo ecológico do solo envolvendo práticas de conservação, uso de biofertilizantes e certificação de orgânicos.
A Bahiater/SDR, órgão estadual responsável pela execução dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na Bahia, tem como um dos seus princípios a defesa e promoção da transição agroecológica. No Território de Identidade Irecê e do Portal do Sertão, a Bahiater realiza junto aos agricultores familiares a efetivação da transição agroecológica para o orgânico certificado.
Célia Watanabe, superintendente da Bahiater/SDR, reafirmou o compromisso da Bahiater com a pauta agroecológica: “É necessário ampliar nossos conhecimentos sobre agroecologia, princípio da assistência técnica e extensão rural. A qualificação de nossos profissionais é fundamental para garantir êxito na prestação dos serviços que contribuem para o aumento da produção de alimentos saudáveis, cultivados sem o uso de agrotóxicos”.
Agentes multiplicadores
De acordo com o formador Daniel Dourado, engenheiro agrônomo e especialista em Agroecologia, Produção Orgânica e Agro-homeopatia, da Bahiater/SDR “a assistência técnica tem que ser agroecológica com metodologias participativas. Estamos trabalhando com agroecologia, com essas informações no campo. A ideia é formar mais técnicos, estudantes e agricultores para produzir alimentos sadios na produção limpa e sustentável. Mostramos as consequências sociais, culturais, ambientais e econômicas que têm trazido muitos prejuízos para o meio ambiente e o bolso do consumidor”.
Edvaldo Reinaldo, especialista em Agroecologia da Bahiater/SDR, ressaltou a contribuição da formação para os conhecimentos dos extensionistas da Bahia: “É preciso que o profissional da área agropecuária acredite na viabilidade do desenvolvimento, da prática ecológica. Por meio deste curso, mostramos a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental da prática da produção agroecológica, uma grande contribuição para a os técnicos que no meio rural poderão levar uma produção limpa e sustentável, com tecnologias simples, eficientes e de baixo custo, para benefício dos agricultores”.
A engenheira agrônoma da Bahiater, Darcy de Andrade Regis, disse que a formação fortalece a defesa pela prática agroecológica: “Este curso de reciclagem é muito importante, por estar revendo pontos que são fundamentais para que a gente mude a visão em relação ao cuidado com o ambiente e para a produção dos alimentos. Cada pessoa que está aqui presente é um catalizador para viabilizar essas ideias, discutir, formar grupos, inclusive, experimentar através de unidades produtivas e feiras agroecológicas”.