Evento debate a importância em cuidar do solo no contexto agroecológico

01/11/2019

O Museu de Arte da Bahia, no bairro do Corredor da Vitória, em Salvador, promoveu na última quinta-feira (31), o evento Quintas Agroecológicas no Museu. Nessa edição, o destaque foi a abertura do Ano do Centenário de Ana Primavesi, uma homenagem à trajetória da engenheira agrônoma e pesquisadora que tem contribuído com o pensamento agroecológico no Brasil e no mundo.

Idealizado pela Cooperativa de Comércio Justo e Solidário - Rede Moinho, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Coordenação Executiva de Pesquisa, Extensão e Inovação Tecnológica (Cepex), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a iniciativa teve como objetivo fazer uma reflexão sobre a vida e obra da pioneira da Agroecologia no Brasil, a pesquisadora Ana Primavesi, além de aprofundar o debate sobre as questões relativas à conservação do solo.

José Tosato, coordenador da Cepex/SDR, destacou que o evento serviu para debater as questões relativas ao solo, bem como a produção de alimentos saudáveis, avanço da utilização dos agrotóxicos, contaminação do solo e da consequente carência de elementos minerais na composição dos alimentos.

“Hoje demos passos importantes: homenageamos, talvez, nossa maior referência, pioneira em produção de alimentos saudáveis. Iniciamos uma nova etapa de reconhecimento do legado de Ana Primavesi e seu Manejo Ecológico do Solo e, com isso, em tempos de colapso ambiental, estamos iniciando a mobilização para novo esforço de conservação dos solos na Bahia”, observou Tosato.

Carin Primavesi, filha da pesquisadora, participou da plenária, discorreu sobre o legado de sua mãe e enfatizou que a trajetória dela serve de referência para o empoderamento das mulheres, principalmente aquelas que sobrevivem em área rural: “Ela sempre foi uma pessoa forte, não foi fácil fazer essa caminhada”.

Segundo Carin, um dos ensinamentos enfatizados por sua mãe é que “o solo é um organismo vivo. Só um solo bem nutrido garante alimentos e pessoas bem nutridas. Nossa vida depende do solo”.

O professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Eduardo Guimarães pontuou que “essas comemorações do centenário de Ana são importantes porque marcam o compromisso com a agroecologia. É um grande desafio mostrar que não há necessidade de fertilizantes químicos, que temos uma agricultura sustentável, isso é uma realidade. Temos muito a trilhar e precisamos aproveitar as comemorações para mostrar as pessoas que isso é possível”.

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