Encerrando a etapa de debates da Mostra Interterritorial Científica e Tecnológica da Bahia: Tecnologia, inovação e vivências no rural, foi realizada, na tarde desta quinta-feira (30), a Mesa Redonda com o tema: Práticas Educativas relacionadas a Bioeconomia. O evento, transmitido pelo Canal do Instituto Anísio Teixeira, no Youtube, segue até esta sexta-feira (31) e integra a programação da 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com o tema Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável.

Helca Lícia Alves, coordenadora técnica da Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), destacou que essa Mesa fecha o ciclo de debates promovidos pela Mostra, com muita interação e excelentes participações e discussões: “Atingimos o objetivo de promover a integração com um público bastante diversificado, composto por estudantes, professores, técnicos e representantes de movimentos sociais do campo e de povos e comunidades tradicionais, além de mesas com debates diversos e pontos de vista que se complementaram”.
Lucineia Durães, representando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), apresentou o tema a, partir da experiência pedagógica do MST, que tem entre suas finalidades a transformação social, baseada na organização coletiva, que pretende formar cidadãos críticos, que atuem no desenvolvimento das diversas estruturas do assentamento ou acampamento: “Acessando a Educação, a gente consegue construir, de maneira organizada, alternativas para os principais problemas que a gente enfrenta enquanto classe”. Ela enfatizou que a Educação tem que ser massiva, porque precisa alcançar todos os sujeitos de direito.

O professor Pedro Leyva, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Brasileira (Unilab), referindo-se à temática da bioeconomia nas práticas educativas, apresentou a experiência realizada na Unilab, com o Projeto de Segurança Alimentar e Nutricional e explicou que a universidade possui uma diversidade de áreas do conhecimento, portanto interdisciplinar, onde todos os saberes dialogam para chegar a uma formulação, em que todo mundo caiba e consiga compreender seu lugar no mundo. Ele observou ainda que a Unilab oferece entre seus cursos o de Agronomia, nos moldes da bioeconomia: “O curso é voltado para uma agricultura altamente produtiva, em que não se degrada o meio ambiente, e os recursos são utilizados de forma inteligente e sustentável. Vamos continuar trabalhando para um mundo mais solidário e uma bioeconomia que respeite os limites que nós como espécie humana não temos”.
A professora Carla Craice, da Unilab, que fez a mediação da mesa, ressaltou que o debate trouxe diferentes perspectivas da educação, visando dialogar com a educação mais formal, como a do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), apresentado por Ezequiel Westphal, da Superintendente da Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação (SEC/SUPROT), a experiência da Unilab, na perspectiva da bioeconomia, e, por outro lado, o exemplo de Joselita Gonçalves (Dona Joca), do Quilombo Dom João, do movimento social, movimento negro, enquanto educador, e a conquista da educação pelo MST, por meio da luta por uma educação no campo, que dialoga com a realidade dos agricultores e agricultoras familiares: “Essa Mesa tentou trazer um panorama geral sobre a perspectiva das diferentes formas de se fazer educação. Minha avaliação é extremamente positiva”.
Para rever os vídeos das mesas e conferir a Exposição Científico-Tecnológico, Exposição Fotográfica e a programação do Seminário sobre Fitoterápicos, que acontece nesta sexta-feira (31) acesse: http://mostrainterterritorial.unilab.edu.br/#.
A Mostra é uma iniciativa da Rede Baiana de Ensino, Pesquisa e Extensão em Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, a partir de parceria entre a SDR, por meio da Cepex, Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR); SEC; Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti); Unilab; Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); o Instituto Federal Baiano (IFBaiano); e o Centro de Cultura do Vale do Iguape (CECVI). O evento conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).