Com o objetivo de traçar o acordo institucional para a realização das atividades de assistência técnica e extensão rural (Ater), no âmbito do Projeto Ater Agroecologia, foram realizados, no período de 15 a 17 de setembro, por meio de videoconferências, encontros de articulação com os parceiros locais do Projeto, incluindo técnicos que executam o serviço de Ater, associações e cooperativas da agricultura familiar e representantes do poder público, dos municípios de Santa Brígida, no Território de Identidade Semiárido Nordeste II e Glória e Paulo Afonso, no Território Itaparica
A ação foi promovida pela Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha), instituição contratada, por meio de seleção em Chamada Pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para prestar o serviço de Ater Agroecologia a 540 famílias, sendo 360 no Território Itaparica, nos municípios de Abaré, Chorrochó, Glória, Macururé, Paulo Afonso e Rodelas, e 180 famílias no Semiárido Nordeste II, nos municípios de Pedro Alexandre, Jeremoabo e Santa Brígida.
Nos encontros agricultores e agricultoras familiares compartilharam alguns dos seus desafios sobre a produção. Edejane Nascimento, da Associação de Moradores do Povoado Olho D’Água dos Coelhos, do município de Glória, ressaltou que a cada dia tem uma aprendizagem nova, e que espera colocar esses conhecimentos em prática e obter melhores resultados: “Estamos começando a produzir, também assim, não falta para vender, se a gente tivesse 200 dúzias de ovos, nós tínhamos como já vender hoje, mas estamos aí na luta, devagarzinho, vamos conseguir, se Deus quiser!”.
Eadley Williana, que atua na coordenação da Bahiater, no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), Território de Identidade Itaparica, destacou que a Bahiater está buscando sempre fazer o melhor e que é importante continuar fazendo as articulações e contar com as parcerias e empenho de todos: “Eu fico muito feliz em ver essas pessoas que são contempladas pelos projetos, participando e interagindo, por que o projeto só acontece com a participação deles, acontece de forma efetiva se houver a participação dos agricultores, sua interação”.
Edvalda Aroucha, coordenadora do Território Itaparica/Membro do Grupo de Trabalho Operacional (GTO Ater Agroecologia), da Agendha, falou sobre a importância de os agricultores e agricultoras familiares se organizarem, com o apoio técnico, para ampliarem a produção e produtividade e acessarem outras políticas públicas, como a dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (PNAE), para o escoamento da produção, que também pode ser por restaurantes populares ou hospitais: “Ou seja, que todas as compras institucionais sejam adquiridas da agricultura familiar. Para isso, é importante também que os agricultores produzam, acreditem numa produção, ainda que aparentemente pequena, que seja sustentável”.
Ivaneide Silva, da Associação do Desenvolvimento de Pequeno Produtores Rurais do Sítio do Lúcio, Povoado Sítio do Lúcio, em Paulo Afonso, observou que os encontros voltados para assistência técnica são sempre proveitosos: “As reuniões trazem muitos conhecimentos, que vêm agregar valores à nossa produção, ao nosso dia a dia no campo e na nossa lida”.
Já José Ailton da Silva, agricultor familiar do Povoado Baixa da Onça, em Paulo Afonso, fala da importância do acompanhamento técnico para quem vive no rural: “Nós precisamos dessas ferramentas que são esses instrutores, para nos ensinar”.
Tarcísia Souza, assistente técnica extensionista rural da Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar da Comunidade de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), salientou que é importante as agricultoras e agricultores aproveitarem da melhor forma possível as capacitações: ”A assistência técnica é um leque de diversas oportunidades, e no que eu puder contribuir com vocês, podem contar comigo. A Cooperlad possui um grupo diverso e grande de agricultores, com representação nos Territórios de Itaparica, Semiárido Nordeste II e Sisal e está cada dia mais organizada com o intuito de potencializar a comercialização dos produtos da agricultura familiar nesta região”.
Participaram dos encontros representantes da Bahiater/SDR, Coordenação e Equipe Técnica da Agendha, Agente de Desenvolvimento Territorial da Secretaria de Planejamento (ADT/SEPLAN), Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Glória, Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Santa Brígida, além de Agentes Comunitários Rurais (ACRs), dirigentes das associações comunitárias e agricultores e agricultoras familiares.