Com uma palestra sobre Diversidade sexual e de gênero, com Akhila Cabral, foi encerrada, nesta sexta-feira (02), as quatro primeiras turmas do curso sobre Metodologias de Ater, na modalidade adistância,no âmbito do Plano Estadual de Formação para Agentes de Ater (Formater). Essa primeira etapa contou com a participação de aproximadamente 100 agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater) que atuarão na Chamada Pública ATER MULHERES, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A ação é realizada pela Bahiater/SDR, em parceria com a Coordenação de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex/SDR).
De acordo com Maria Auxiliadora Alvim, diretora de Inovação e Sustentabilidade da Bahiater, o resultado do curso foi muito positivo, conforme avaliações dos/as próprias agentes de Ater, que contou com uma boa equipe de formadores/as e abordou temas importantes para o trabalho de Ater: “A participação no encerramento, como durante todo o curso, foi boa e na avaliação feita surgiram muitas expressões relevantes, dentre elas o quanto contribuiu para a ida a campo. Estamos felizes com o resultado desse primeiro curso e agradecemos à equipe de formadores e formadoras”.
A agente de Ater, Angela Maria Santos, que atua pela Fundação Desenvolvimento Integrado do São Francisco (Fundifran), selecionada pela Chamada Pública para atuar no Território Velho Chico, ressaltou que o curso foi muito intenso e tratou de temas muito importantes para quem vai a campo: “Cada informação passada eu tenho certeza que veio agregar no trabalho de todos os técnicos. O que mais me tocou nesse curso foi a humanidade com que foi tratado cada tema, o sentimento dos envolvidos ao explanar os temas, o que perpassa as orientações técnicas. Mais importante que a questão técnica é a questão da humanidade. O curso foi ótimo e particularmente superou minhas expectativas”.
José Tosato, coordenador da Cepex, destacou que essa etapa da formação, proporcionou uma base bem sólida em termos de metodologia de Ater com o enfoque especializado em gênero: “Os técnicos estão melhor preparados para as abordagens. isso aumenta a probabilidade de êxito das agricultoras, que vem ganhando cada vez mais destaque nessa atividade sócio-econômica. O curso foi encerrado com o tema da diversidade sexual e de gênero, um assunto fundamental para ser enfrentado também no mundo rural, magistralmente facilitado pela técnica e ativista Akhila Cabral, da Cepex, consagrando a importante parceria entre as duas unidades da SDR”.
O curso, com carga horária de 30 horas, abordou temas como história da Ater, questões de gênero, sobre diagnóstico da unidade familiar e da comunidade, o planejamento estratégico da comunidade e cadernetas agroecológicas. As próximas turmas começam na próxima segunda-feira (05), com os/as agentes de Ater, da Chamada Pública de ATER Agroecologia.
O Formater
O Formater inovou com a alternativa online de formação para agentes de Ater, neste período de pandemia, para que possam continuar atendendo às famílias agricultoras, a fim de que elas se organizem e produzam alimentos saudáveis preservando a natureza. Estão sendocapacitados/as 445 agentes de Ater, desde o início do curso, em21 de agosto, sendo 100 da Chamada Pública de Mulheres, 130 da Chamada de Agroecologia, 215 do Mais ATER (prefeituras e consórcios).