Roda de Conversa traz debate sobre igualdade de gênero e divisão justa do trabalho doméstico

14/05/2021

A Luta pela Igualdade de Gênero e Divisão Justa do Trabalho Doméstico foi o tema da Roda de Conversa, promovida, nesta sexta-feira (14), de forma virtual, pela Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para técnicos de ATER de toda a Bahia.

O evento abordou questões relacionadas aos direitos e responsabilidades de homens e mulheres, especialmente neste período de pandemia. A ação integra a Campanha pela Justa Divisão do Trabalho Doméstico, uma iniciativa da Rede Feminismo e Agroecologia, e conta com o apoio da SDR, de suas unidades, e de outras instituições públicas e organizações da sociedade civil de diversas partes do país.

A superintendente da Bahiater, Célia Watanabe, explicou que o evento está sendo realizado pela SDR, que assume essa campanha ajudando a divulgar e vivenciando: “A Roda de Conversa com toda equipe da Bahiater teve um caráter de sensibilização para a campanha Pela Divisão Justa do Trabalho Doméstico. Entendemos que essa questão afeta a todos e todas. Além disso, também teve o objetivo de apoiar as equipes de campo sobre a inclusão do tema nas ações de assistência técnica e extensão rural, de modo a favorecer a reflexão entre as famílias agricultoras e comunidades rurais".

Roda de Conversa traz debate sobre igualdade de gênero e divisão justa do trabalho doméstico

A Coordenadora do Programa de Gênero do MOC, e membro do GT da Campanha, Selma Glória de Jesus, participou do evento e afirmou que é importante que esse debate se torne mais público e ganhe espaços de discussão: “É a forma que estamos desnaturalizando as desigualdades. A gente tem avançado nessa discussão e, com o decorrer do tempo, com essa campanha, secretarias de Governo como da Bahia, Piauí e Pernambuco têm aderido à campanha e vendo a necessidade de colocar essa discussão no centro, para ganhar mais visibilidade, para desconstruir estereótipos e concepções equivocadas e atrasadas de como a estrutura patriarcal, que organiza essa sociedade, divide espaços de mulheres e homens, e esse espaço privado se torna espaço de opressão”.

Também participaram da roda de conversa as agricultoras familiares Cleide Francisca de Aguiar, da Associação de Pequenos Produtores Rurais da Agrovila 13, de Serra do Ramalho, e Maria Zilda Sá Teles, da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Pedra Comprida, de Paratinga, que contaram sobre as suas rotinas em suas comunidades e a divisão dos trabalhos domésticos com a toda a família.


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