Experiência de jovens e mulheres rurais é apresentada em encontro virtual

13/08/2021

A experiência de lutas e conquistas de jovens e mulheres rurais, do Assentamento Manoel Dias, nomunicípioMuquémdo São Francisco, foi apresentada, nestaquinta-feira (12), noDiálogos de Ater, que teve como tema Juventude Camponesa e os Desafios na Agricultura Familiar. O encontro, que contou com a participação da coordenadora Pedagógica na Escola Manoel Dias, do Assentamento Manoel Dias,Isabel Souza, e da jovem Natielle Oliveira, teve transmissão ao vivo pelo canal SDRBahia, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no Youtube.

Ana Cristina Souza, coordenadoratécnica da SuperintendênciaBaiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), lembrou que o dia 12 de agosto é o Dia Internacional da Juventude, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), e fez a relação desse dia com a juventude rural, afirmando que ela representa o futuro da agricultura familiar no Brasil e da produção de alimentos: “A execução de diversas ações são necessárias para dar suporte à juventude rural, especialmente com assistência técnica e extensão rural (Ater), considerando atividades agrícolas ou não agrícolas, que possam gerar renda na comunidade e que garantam as condições para a permanência desses jovens em seus ambientes, como protagonistas”.

Experiência de jovens e mulheres rurais é apresentada em encontro virtual

No encontro foi apresentada a história do Grupo JOCA Sabores – Jovens e Mulheres Camponesas em Ação, do Assentamento ManoelDias,que atualmente é composto por 26 jovens e mulheres, que atuam em três linhas de produção: Beneficiamento de frutas; Produção de pães e Produção de licores.

Isabel Souza, assentada e assessora pedagógica do Projeto de Ater da Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (Fundifran), explicou que o grupo surgiu a partir da escuta dos estudantes, das famílias e de toda a comunidade de assentados, também como uma forma de buscar alternativas para que jovens pudessem permanecer no assentamento, sem ter que sair em busca de emprego fora.

“A partir daí a gente começou a estruturar o Grupo JOCA Sabores, com a discussão sobre Educação do Campo, Reforma Agrária, Cultura e Meio Ambiente, também sobre a qualidade dos alimentos, pensando, incialmente na produção agroecológica, depois o beneficiamento de frutas, utilizando toda a potencialidade que existia no assentamento de produção de frutas e começou a utilizar na produção de doces, geleias, cocadas”, ressaltou Isabel.

A jovem estudante Natielle Oliveira, que fez parte da criação Grupo JOCA, e atua tanto na confecção dos produtos, como na comercialização e divulgação, destacou que o grupo começou na busca de levar para os demais jovens da comunidade e de outras localidades, um trabalho sustentável e lucrativo: “O grupo iniciou com o objetivo de tirar todo o tipo de agrotóxico dos alimentos produzidos e todos os riscos para a sociedade com a questão alimentar. O grupo trabalha, pensa e age através desse objetivo que é trazer para os jovens e toda a comunidade, tanto a renda, quanto também a melhoria da qualidade de vida, em busca da qualidade, na questão de querer o bem das pessoas e não só pela lucratividade”.

Durante a pandemia, o grupo passou a produzir também pães e bolos e as vendas passaram a ser realizadas também por meio de delivery.Antes da pandemia, os produtos eram comercializados em feiras na sede do município, na própria comunidade e em comunidades vizinhas.

Experiência de jovens e mulheres rurais é apresentada em encontro virtual

Ater Mulher

As mulheres do Grupo JOCA são atendidas pela Fundifran, organização que presta o serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater), via chamada pública Ater Mulher, do Governo do Estado, coordenada pelaBahiater/SDR.

Diálogos de Ater

A iniciativa é da SDR, por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e Cepex.O Diálogos de Ater é uma série de encontros, que acontecem às quintas-feiras, a partir das 16h, voltados para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), agricultores e agricultoras familiares, organizações e movimentos sociais, terceiro setor, setores públicos municipais e estaduais, estudantes e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a realidade rural e a agricultura familiar da Bahia.

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