Atividades coletivas movimentam grupos de mulheres no Recôncavo Baiano

20/08/2021

Grupos de mulheres de comunidades rurais do Recôncavo Baiano participaram, no período de 16 a 19 de agosto, de oficinas temáticas. Foram realizadas oficinas de EconomiaFeminista e Solidárianas comunidades de Copioba do Bom Gosto, em São Felipe;Pau Ferro, em Muritiba;Engenho de São João, em Cruz das Almas; e, na Carpina, em Governador Mangabeira, onde foi realizada também a Oficina de Divisão Sexual do Trabalho e Gênero.

Entre os temas abordados nas oficinas, realizadas de forma dinâmica e interativa, estão a importância de trabalhar em conjunto, para potencializar a agricultura familiar e a produção de cultura, trabalho e combate às exclusões sociais e geração de renda, o empoderamento das mulheres, o Agosto Lilás.

A iniciativa integra o cronograma de execução da prestação de assistência técnica e extensão rural (Ater) prestada pelo Governo do Estado a um total de 540 mulheres de comunidades rurais do Recôncavo Baiano.

A ação é realizada peloInstituto de Desenvolvimento Social e Agrário do Semiárido (Idesa), via Chamada Pública Ater Mulher, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Rita Cristina da Silva Santana, da comunidade Engenho de São João, ressalta que as mulheres aprenderam muito sobre como vivenciar a economia solidária: "Pudemos ver que nós mulheres podemos ser unidas e ajudar umas às outras e que podemos ser solidárias entre nós, que uma pode trocar com a outra aquilo que plantamos e que a outra não tem. Que a gente pode também chegar na feira e saber vender nossos produtos, também por meio das redes sociais e que uma pode comprar da outra. Foi muito bom, porque cada uma de nós pudemos dar nossos exemplos e sugestões e ver que a gente pode trabalhar em comunidade e a Ater nos proporciona isso".

A agricultora familiar Neuraci, que trabalha no cultivo de itens como feijão e mandioca,da comunidade do Carpina, destaca que a iniciativa é muito boa, que vem até onde as mulheres estão, em suas comunidades, com ações como a de emissão ou renovação da Declaração de Aptidão ao Pronaf: "Antes, a gente se deslocava de nossa comunidade para fazer e agora a gente não precisa mais. Tanto eu como outras pessoas que precisam. Então, é muito bom e esse curso é nota mil".

Por meio do Ater Mulher, as prestadoras de Ater contratadas realizam um acompanhamento diferenciado, contextualizado e participativo, voltado para as mulheres rurais. Dentre as iniciativas das equipes, está o acompanhamentotécniconas unidades de produção familiar e arealização de atividades coletivas de socialização, entre outras ações.

Com informações e fotos da Comunicação IDESA

Fotos: IDESA

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