Diálogos de Ater apresenta o tema Racismo Estrutural e os Reflexos no Rural

11/11/2021

Racismo Estrutural e os Reflexos no Rural foi o tema da edição do Diálogos de Ater desta quinta-feira (11). O encontro que, especialmente neste mês de novembro, integra a programação geral da campanha Novembro Negro 2021, promovida pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), teve transmissão ao vivo, pelo canal SDRBahia, no YouTube. A apresentação do tema ficou por conta do assessor de Povos e Comunidades Tradicionais da SDR, Ivonei Pires.

No encontro, mediado por Akhila Cabral, da equipe da Coordenação Executiva de Pesquisa, Inovação e Extensão Tecnológica (Cepex/SDR), foram abordados, entre outros aspectos, os acontecimentos pós-abolição e os avanços e ações afirmativas que foram conquistados pelo movimento negro, ao longo da história do país.

“Nós quebramos o mito da democracia racial. O mundo inteiro sabe que o Brasil é um país racista, mas o racismo é hoje tipificado como crime. Isso é lei e está na Constituição e foi uma das lutas do movimento negro, como também a Lei nº 10.639, que obriga as escolas a contar a verdadeira história do povo negro e africano no Brasil e o Estatuto da Igualdade Racial, que foi aprovado há seis anos”, ressaltou Ivonei Pires, que faz parte do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela e do Movimento Negro Unificado (MNU), dentre outros movimentos.

Pires explicou ainda que outro avanço foi a destinação de recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep), no âmbito do Estatuto, que possibilitam desenvolver políticas para os povos e comunidades tradicionais, entre outros avanços e conquistas.

Diálogos de Ater

A iniciativa do Diálogos de Ater é da SDR, por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e Cepex. Os encontros acontecem às quintas-feiras, a partir das 16 h, voltados para agentes de assistência técnica e extensão rural (Ater), agricultores e agricultoras familiares, organizações e movimentos sociais, terceiro setor, setores públicos municipais e estaduais, estudantes e todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a realidade rural e a agricultura familiar da Bahia.

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