A agricultora Josefa Rosália Aleixo de Bastos, do Povoado dos Melos, em Cícero Dantas, já consegue ter o controle da diversidade produzida em sua unidade de produção familiar, onde vive e trabalha com sua família. Tudo passou a ser registrado na Caderneta Agroecológica, uma ferramenta metodológica que possibilita às agricultoras ter o controle de tudo o que é produzido por elas.
A agricultora planta desde frutíferas como mamão, morango, banana, limão, caju, pinha, goiaba e umbu e também hortaliças e temperos, a exemplo de cebolinha, alface, couve, além de produzir o próprio corante e criar galinhas.
Rosália é uma das 90 mulheres agricultoras familiares de Cícero Dantas atendidas pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (Arcas), organização que presta a assistência técnica e extensão rural (Ater), por meio da chamada pública Ater Mulheres Rurais, da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em seis municípios do Semiárido Nordeste II.
Rosália conta que já conheceu vários projetos por meio da Arcas, uma delas é a Caderneta Agroecológica, que vem contribuindo para o acompanhamento da sua produção: “Às vezes a gente consome, mas não sabe quanto custa e o quanto gastou. Então, essa cartilha foi uma experiência muito boa e nela a gente coloca cada valor”.
Rosália não fazia ideia do quanto ela contribuía com a produção que vai diretamente para a manutenção da família, e com a promoção da agroecologia em sua unidade de produção familiar, possibilitando o cultivo de uma diversidade de sementes, alimentos e plantas medicinais. Sabores e saberes, que garantem segurança alimentar e nutricional para a sua família.
Rosália começou a utilizar a Caderneta Agroecológica, uma ferramenta que a tem ajudado, de forma prática, a sistematizar, diariamente, tudo que ela consome, vende, doa ou troca, a partir de sua produção. Além de visibilizar o trabalho das mulheres, a caderneta possibilita o controle de toda a produção dos quintais agroecológicos, atribuindo valores. O acompanhamento do Ater Mulheres em Cícero Dantas é realizado pela técnica da Arcas, Aline Vanilda de Jesus Santana.
O Ater Mulheres Rurais é uma ação do Governo da Bahia. No território de identidade Semiárido Nordeste II são acompanhadas, pelo serviço de Ater da Arcas, em seis municípios, um total de 540 mulheres rurais.
Com informações e fotos da Arcas