Com o objetivo de traçar planos para o andamento das ações da Rede Mulher no município de Campo Alegre de Lourdes, cerca de 30 agricultoras estiveram reunidas no Centro Paroquial do município, na última sexta-feira (27). Durante o encontro elas fizeram a linha do tempo, rememoraram eventos marcantes da Rede e traçaram objetivos para o futuro.
O evento, que teve o apoio do projeto Pró-Semiárido, por meio da Assessoria de Gênero, e do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (Sasop), contou com momentos de reflexão e debate sobre combate à violência, divisão justa do trabalho doméstico e utilização das cadernetas agroecológicas, como ferramenta de monitoramento da produção e da renda, gerando a autonomia feminina.
“Se não tivesse o apoio do Pró-Semiárido e das entidades não tinha como a gente seguir adiante, principalmente na questão financeira. Os planos agora são de seguir em frente e dar continuidade aos nossos trabalhos, tentando nos preparar para caminhar com nossos próprios pés, porque a gente sabe que o Pró-Semiárido está terminando”, salientou uma das coordenadoras da Rede, a agricultora Joana Maria de Jesus.
Ela avalia ainda, que este momento foi essencial para reanimar o grupo. “A retomada representou muito porque cada encontro desse fortalece cada uma de nós. Cada encontro é uma terapia para nós. Às vezes, a gente está tão acarretada com nossos problemas e chega aqui recebe um calor, um abraço, uma palavra amiga, o acolhimento. Isso não tem dinheiro que pague”.
Luzenira Ribeiro de Sena é professora, agricultora e, recentemente, começou a integrar a Rede Mulher. “Para mim foi o primeiro encontro presencial. Dos assuntos debatidos aqui, para mim a questão da violência doméstica e divisão justa do trabalho são questões mais importantes. E agora, a gente tem que tentar organizar o grupo, divulgar o trabalho e buscar parcerias para realizar as ações”.
O Pró-Semiárido é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).