Durante a 14ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, foi realizado, em Salvador, o Seminário de 20 Anos da Câmara Setorial da Apicultura e da Meliponicultura (CSAM). Na ocasião, foram discutidos diversos temas, como a avaliação das atividades por entidades públicas e privadas, a utilização de agrotóxicos nas plantações do agronegócio, a falsificação do mel e a atualização e validação parcial do Plano Estadual de Desenvolvimento da Apicultura e Meliponicultura no Estado da Bahia.
O encontro proporcionou uma visão dos avanços da apicultura e meliponicultura no estado da Bahia. Marivanda Elói, coordenadora do Programa de Apicultura e Meliponicultura e Secretária Executiva da CSAM, destacou a importância das reuniões trimestrais da câmara. “Nos encontros direcionamos as políticas públicas de forma justa para as comunidades, associações e cooperativas de apicultores. Juntamente com o apoio do Governo do Estado, que tem contribuído significativamente para o desenvolvimento dessas atividades”.
Leonardo Melo, ex-presidente da Associação de Apicultores (APES) do sudoeste baiano, expressou sua satisfação com as medidas tomadas pelo governo estadual para enfrentar a mortandade das abelhas causada pelos agrotóxicos. “Na minha época, na década de 70, não havia esse apoio governamental, e eu fico muito feliz em ver como apicultura tem um papel fundamental em todas as regiões do Estado”.
O Seminário da CSAM é realizado anualmente com o objetivo de avaliar as políticas públicas, fazer um balanço das ações executadas na apicultura e meliponicultura, refletir sobre os dados apresentados no ano corrente e traçar estratégias para o planejamento futuro. Além disso, o evento apresenta e avalia as ações realizadas pelas entidades que compõem a CSAM, visando o planejamento conjunto das atividades para 2024. Participaram do seminário cerca de 40 representantes de instituições públicas, privadas e organizações sociais ligadas à apicultura e meliponicultura.
Durante o evento, também foram apresentadas as atividades realizadas pelos Grupos de Trabalho, que são ativados de acordo com as necessidades temáticas, como legislação, ensino, meliponicultura, sanidade e mercado.