A produção de batatas-doces biofortificadas no Território Semiárido Nordeste II ganhou um importante reforço com a visita do Secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, à propriedade de Cláudio Eduardo Cartabiano Leite, doutor em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A iniciativa marca um passo crucial para recuperação de áreas desertificadas e para a garantia de renda para as famílias rurais.
“Ele [Cláudio] quer provar que é possível produzir alimentos com qualidade, ao mesmo tempo em que identifica o que pode ser produzido em uma área já afetada pela desertificação. O desafio é aumentar essa produtividade para mandar essa batata para fora da Bahia e do Brasil”, disse o titular da SDR.
O município de Nova Soure foi escolhido para o plantio devido às semelhanças climáticas e de solo com o Malawi, o segundo maior produtor mundial de batata-doce. Durante a visita, discutiu-se a viabilidade de incluir as raízes na alimentação escolar da região, ampliando seu impacto nutricional. Atualmente, Cláudio Eduardo vende sua produção para feirantes e mercados locais, promovendo seu modelo sustentável de produção.
“A comercialização ocorre com batatas doce selecionadas, as quais saem com peso entre 350 a 500 gramas por raízes. A colheita ocorre em 120 dias, 4 meses de produção, com plantios escalonados para não haver grande quantidade de produto na fazenda. A entrega ocorre toda semana em quantidades padronizadas e são comercializadas com feirantes e supermercados”, explicou o professor.
As batatas-doces biofortificadas possuem maior concentração de nutrientes e são livres de transgenia, trazendo benefícios à saúde, como a prevenção de doenças e o retardamento do envelhecimento. Além disso, apresentam produtividade até três vezes superior à de variedades convencionais, tornando-se uma alternativa promissora para a segurança alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar na região.
Fotos: Gilson Barbosa