SDA inicia o Novembro Negro com roda de conversa sobre racismo estrutural, ambiental e religioso

07/11/2025
SDA inicia o Novembro Negro com roda de conversa sobre racismo estrutural, ambiental e religioso
Fotos: Mariana Miranda/SDA/SDR e Karine Serra/SDA/SDR
A Superintendência de Desenvolvimento Agrário (SDA), vinculada à Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), deu início às atividades do Novembro Negro da SDR com uma Roda de Conversa sobre o combate ao racismo religioso, ambiental e estrutural. A atividade foi realizada nesta sexta-feira (07), na sede do órgão,  no bairro de Ondina, Salvador.

A Roda de Conversa acontece no âmbito do Projeto Pretinhosidades da SDA e integra as ações do Novembro Negro da SDR, que reúne uma programação diversificada voltada à valorização da identidade negra, combate ao racismo e fortalecimento das políticas de igualdade racial na Bahia.

Paulo Henrique, superintendente da SDA/SDR, ressaltou que “esta atividade evidencia o compromisso da SDA e da SDR com o enfrentamento ao racismo estrutural. O Novembro Negro é um marco simbólico e político, da luta e resistência do povo negro, mas a luta contra o racismo precisa ser permanente. Reconhecemos que dialogar e discutir sobre o racismo estrutural e o letramento racial dentro das nossas estruturas é uma forma de promover conscientização, fortalecer a equidade e construir políticas públicas mais justas e inclusivas”.

Andreia Macedo, coordenadora dos Povos e Comunidades Tradicionais da SDA /SDR , destacou a programação do Novembro Negro e a importância da continuidade das discussões durante todo ano: “Hoje iniciamos o Novembro Negro com essa mesa fantástica, falando sobre o combate ao racismo religioso, ao racismo ambiental e a todas as formas de discriminação. São pautas que devem ser tratadas durante todo o ano. O Novembro Negro começa essa discussão, mas teremos muito mais: o Cinema Black Power, uma atividade com um ator que vai dialogar sobre arte e representatividade, uma palestra sobre como o Novembro Azul acomete as comunidades pretas, sobretudo os homens e, por fim, uma atividade sobre empreendedorismo e a importância do negro na cultura.”

Em sua fala, a  Mãe Diana de Oxum destacou a importância da consciência coletiva e do respeito à diversidade religiosa e cultural no país: “Nós estamos em uma capital totalmente negra, e eu não consigo entender como o racismo chega tão forte , tão violento. Hoje, eu preciso que as pessoas tenham consciência de que nós somos irmãos, somos iguais,  estamos em um país laico e temos uma diversidade de  cultura. A religião de matriz africana vem empoderando  e  toda cultura foi implementada  pelo povo negro que chegou ao Brasil.”

Mãe Diana ressaltou ainda a importância do Estado manter o debate sobre racismo para além do mês de novembro:  “Quando o Estado discute o racismo estrutural no Novembro Negro, é importantíssimo. Mas é ainda mais importante que essa pauta seja tratada o ano inteiro, com ações de letramento racial e reflexão sobre o papel de cada uma dentro das instituições.”

Lais Cristina Brito,  socióloga e técnica  do Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais da SDA/SDR, também reforçou a relevância do tema no contexto baiano: “80% da população de Salvador é negra, de acordo com o Censo do IBGE de 2022. Discutir o racismo estrutural dentro das instituições é essencial. Eu, como mulher negra e umbandista, acredito que essa discussão é fundamental para promover a equidade social, a inclusão e o fortalecimento das políticas públicas na Bahia.”
Fonte
Texto: Mariana Miranda/SDA/SDR
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