Em cerimônia no Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Salvador, na noite desta terça-feira (15), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entregou, para 31 instituições do país, o Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. Dessas, nove estão localizadas na Bahia, nos municípios de Cachoeira, Salvador e Lauro de Freitas (confira a relação).
O objetivo é reconhecer ações de preservação e valorização do patrimônio cultural, entendendo a relevância da cultura de matriz africana na religião, língua, gastronomia, arte e nos hábitos do povo brasileiro. Foram distribuídos seis prêmios, na primeira categoria, no valor de R$ 40 mil cada, para ações realizadas pelas associações representativas dos terreiros, tombados ou em processo de tombamento.
As entidades contempladas nesta categoria são todas da Bahia - Sociedade Cruz Santa do Axé Opó Afonjá; Associação Beneficente de Manutenção e Defesa do Terreiro Tumba Junsara; Sociedade São Jerônimo do Alaketu; Associação Cultural e Religiosa São Salvador – Ilê Axé Oxumarê; Sociedade Religiosa Zogbodo Male Bogun Seja Hunde; e Associação São Jorge do Engenho Velho.
Outros 25 prêmios, no valor de R$ 24 mil cada, foram entregues para as organizações Sociedade Inzo Nkosi Mukumbi Dendezeiro, Associação Beneficente Pena Dourada e Associação São Jorge Filho da Goméia, da Bahia, dentre outras situadas fora do estado. O evento contou com a participação da representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Rose Mary Santos.
Pela manhã, no mesmo local, foi empossado o Conselho Gestor da Salvaguarda de Acarajé e lançada a plataforma Oyá Digital, que disponibiliza informações de mais de cinco mil baianas de acarajé do Brasil, além de permitir a localização dessas profissionais através de um mapa. No ambiente virtual é possível obter dados como categorias, gênero, cor/raça, idade, afiliação religiosa, tipo de produto produzido, grau de escolaridade e perfil sócio-econômico do segmento.