21/10/2016
Com trajetória marcada pela pesquisa e defesa da reforma agrária, com foco na garantia dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, a professora e coordenadora do projeto Geografar da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Guiomar Inez Germani, recebeu o título de cidadã baiana nesta sexta-feira (21). A cerimônia na Assembleia Legislativa, em Salvador, contou com a participação de diversos movimentos sociais, população assentada, quilombolas, fundos e fechos de pasto, pescadores, indígenas, dentre outros segmentos.
A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, ressaltou a atuação da intelectual e militante “dentro e fora do ambiente acadêmico, onde propõe rupturas para assegurar a reforma agrária e a redução das desigualdades sociais junto ao povo negro”. Acompanhada também por familiares, bem como demais amigos e ativistas, a professora agradeceu pelas manifestações e destacou a contribuição dos povos e comunidades tradicionais na Bahia, que “precisam ser incluídos ainda mais no projeto de desenvolvimento do Estado”. Segundo Guiomar, a riqueza está no campo “e a universidade tem o papel de formar professores que entendam a realidade da sociedade e possam intervir na melhoria da qualidade de vida desta população”.
Para o representante da Articulação Estadual de Fundos e Fechos de Pasto, Valdivino Rodrigues, a homenagem “é mais do que merecida, pois ela estabeleceu laços com os movimentos sociais da Bahia, fortalecendo a luta e dando visibilidade aos povos e comunidades tradicionais”. Também estiveram presentes no evento a ex-secretária da Sepromi, Vera Lúcia Barbosa, que também convive com a educadora, a deputada estadual Fátima Nunes, o reitor da UFBA, João Carlos Salles, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), entre outras personalidades.
Trajetória
Natural de Caçador (SC), a professora Guiomar Inez Germani, doutorado em Geografia pela Universidade de Barcelona, com carreira marcada pela atuação na área da Geografia Agrária. Também é mestra em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982) e atualmente é professora aposentada e vinculada ao corpo permanente do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem sua trajetória fortemente associada à militância em movimentos sociais, na defesa do acesso à terra, organização do espaço e produção.
Acumula, dentre suas diversas contribuições, a liderança do Grupo de Pesquisa Geografar/UFBA). Integra, ainda, a “Rede Ciências Sociais e Barragens/Red Ciencias Sociales y Represas”, a “Rede Ibero americana de indicadores de sostenibilidad en espacios rurales”, a “Rede Interdisciplinar de Pesquisa-Ação com Comunidades Pesqueiras Tradicionais da Bahia” e, mais recentemente, a “Rede de Investigadores Ibero americano (RII).
Geografar
O Projeto Integrado de Pesquisa "A Geografia dos Assentamentos na Área Rural" – Projeto GeografAR – vem, desde 1996, desenvolvendo pesquisas, apoiado pelo CNPq, tendo como proposta analisar o processo de produção e reprodução do espaço geográfico no campo baiano, em suas distintas temporalidades, espacialidades e territorialidades.
A análise geográfica da questão agrária na Bahia realizadas pelo GeografAR iniciou-se com os estudos de caso dos Projetos de Assentamentos em áreas de Reforma Agrária. Nos estudos do grupo foram incorporadas o contexto dos sujeitos sociais que detém a terra, mesmo que historicamente esse acesso aconteça de forma precária, população que resiste e luta para sua permanência no território. Exemplo desses segmentos são as comunidades de fundo e fechos de pasto, as comunidades negras rurais e quilombolas, além de pescadores artesanais.
A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, ressaltou a atuação da intelectual e militante “dentro e fora do ambiente acadêmico, onde propõe rupturas para assegurar a reforma agrária e a redução das desigualdades sociais junto ao povo negro”. Acompanhada também por familiares, bem como demais amigos e ativistas, a professora agradeceu pelas manifestações e destacou a contribuição dos povos e comunidades tradicionais na Bahia, que “precisam ser incluídos ainda mais no projeto de desenvolvimento do Estado”. Segundo Guiomar, a riqueza está no campo “e a universidade tem o papel de formar professores que entendam a realidade da sociedade e possam intervir na melhoria da qualidade de vida desta população”.
Para o representante da Articulação Estadual de Fundos e Fechos de Pasto, Valdivino Rodrigues, a homenagem “é mais do que merecida, pois ela estabeleceu laços com os movimentos sociais da Bahia, fortalecendo a luta e dando visibilidade aos povos e comunidades tradicionais”. Também estiveram presentes no evento a ex-secretária da Sepromi, Vera Lúcia Barbosa, que também convive com a educadora, a deputada estadual Fátima Nunes, o reitor da UFBA, João Carlos Salles, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), entre outras personalidades.
Trajetória
Natural de Caçador (SC), a professora Guiomar Inez Germani, doutorado em Geografia pela Universidade de Barcelona, com carreira marcada pela atuação na área da Geografia Agrária. Também é mestra em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1982) e atualmente é professora aposentada e vinculada ao corpo permanente do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Tem sua trajetória fortemente associada à militância em movimentos sociais, na defesa do acesso à terra, organização do espaço e produção.
Acumula, dentre suas diversas contribuições, a liderança do Grupo de Pesquisa Geografar/UFBA). Integra, ainda, a “Rede Ciências Sociais e Barragens/Red Ciencias Sociales y Represas”, a “Rede Ibero americana de indicadores de sostenibilidad en espacios rurales”, a “Rede Interdisciplinar de Pesquisa-Ação com Comunidades Pesqueiras Tradicionais da Bahia” e, mais recentemente, a “Rede de Investigadores Ibero americano (RII).
Geografar
O Projeto Integrado de Pesquisa "A Geografia dos Assentamentos na Área Rural" – Projeto GeografAR – vem, desde 1996, desenvolvendo pesquisas, apoiado pelo CNPq, tendo como proposta analisar o processo de produção e reprodução do espaço geográfico no campo baiano, em suas distintas temporalidades, espacialidades e territorialidades.
A análise geográfica da questão agrária na Bahia realizadas pelo GeografAR iniciou-se com os estudos de caso dos Projetos de Assentamentos em áreas de Reforma Agrária. Nos estudos do grupo foram incorporadas o contexto dos sujeitos sociais que detém a terra, mesmo que historicamente esse acesso aconteça de forma precária, população que resiste e luta para sua permanência no território. Exemplo desses segmentos são as comunidades de fundo e fechos de pasto, as comunidades negras rurais e quilombolas, além de pescadores artesanais.