25/01/2017
A Revolta dos Malês, importante capítulo da história de resistência do povo negro contra o regime escravocrata no Brasil, completa 182 anos nesta quarta-feira, dia 25 de janeiro. Além de defender o fim do sistema opressor da época, o levante reivindicava a liberdade religiosa e melhores perspectivas de ascensão social, de acordo com os registros históricos. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) destaca a importância do resgate deste episódio, que integra o calendário de fatos emblemáticos da luta racial do país.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, a data serve como instrumento de renovação das lutas do povo negro e da reafirmação do compromisso governamental na articulação das políticas afirmativas. “Trata-se de uma oportunidade para o Estado brasileiro reconhecer os esforços daqueles e daquelas que antecederam o ativismo pela libertação do povo negro escravizado e pelas condições de igualdade”, ressaltou a gestora, destacando o protagonismo de diversas lideranças negras no movimento, a exemplo de Luiza Mahin que conseguiu comprar a própria liberdade e atuou contra a escravidão.
A Revolta - Partes dos relatos históricos sobre a Revolta dos Malês citam que o movimento foi marcado por variados episódios e estratégias, a exemplo de reuniões e agrupamentos de malês de diversas regiões da capital baiana, até o confronto direto com as forças oficias da época. Apesar da pouca duração – um dia, segundo registros – as manifestações são consideradas emblemáticas por conta da repercussão e, principalmente, em virtude de ter sido uma oportunidade para expressar o descontentamento com as condições à qual o povo negro estava submetido.
O levante teve consequências diversas, a exemplo da prisão e assassinato de negros. “A revolta deixou a cidade em polvorosa durante algumas horas, tendo sido vencida com a morte de mais de 70 rebeldes e uns dez oponentes. Mas o medo de que um novo levante pudesse acontecer se instalou durante muitos anos. Um medo que, aliás, se difundiu pelas demais províncias do Império do Brasil. Em quase todas elas, principalmente na capital do país, o Rio de Janeiro, os jornais publicaram notícias sobre o acontecido na Bahia e as autoridades submeteram a população africana a uma vigilância cuidadosa e muitas vezes a uma repressão abusiva”, diz parte do texto do professor João José Reis, autor do livro “Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos Malês”.
“Apesar da forte violência conta os manifestantes, a Revolta dos Malês deixou, sem dúvidas, uma forte mensagem às elites e ao sistema vigente da época, da possibilidade de enfrentamento, da livre manifestação de opinião e do exercício político divergente. Para a Bahia e o Brasil ficaram o legado da luta pela igualdade racial e respeito à diversidade”, completou a secretária da Sepromi.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, a data serve como instrumento de renovação das lutas do povo negro e da reafirmação do compromisso governamental na articulação das políticas afirmativas. “Trata-se de uma oportunidade para o Estado brasileiro reconhecer os esforços daqueles e daquelas que antecederam o ativismo pela libertação do povo negro escravizado e pelas condições de igualdade”, ressaltou a gestora, destacando o protagonismo de diversas lideranças negras no movimento, a exemplo de Luiza Mahin que conseguiu comprar a própria liberdade e atuou contra a escravidão.
A Revolta - Partes dos relatos históricos sobre a Revolta dos Malês citam que o movimento foi marcado por variados episódios e estratégias, a exemplo de reuniões e agrupamentos de malês de diversas regiões da capital baiana, até o confronto direto com as forças oficias da época. Apesar da pouca duração – um dia, segundo registros – as manifestações são consideradas emblemáticas por conta da repercussão e, principalmente, em virtude de ter sido uma oportunidade para expressar o descontentamento com as condições à qual o povo negro estava submetido.
O levante teve consequências diversas, a exemplo da prisão e assassinato de negros. “A revolta deixou a cidade em polvorosa durante algumas horas, tendo sido vencida com a morte de mais de 70 rebeldes e uns dez oponentes. Mas o medo de que um novo levante pudesse acontecer se instalou durante muitos anos. Um medo que, aliás, se difundiu pelas demais províncias do Império do Brasil. Em quase todas elas, principalmente na capital do país, o Rio de Janeiro, os jornais publicaram notícias sobre o acontecido na Bahia e as autoridades submeteram a população africana a uma vigilância cuidadosa e muitas vezes a uma repressão abusiva”, diz parte do texto do professor João José Reis, autor do livro “Rebelião escrava no Brasil: a história do levante dos Malês”.
“Apesar da forte violência conta os manifestantes, a Revolta dos Malês deixou, sem dúvidas, uma forte mensagem às elites e ao sistema vigente da época, da possibilidade de enfrentamento, da livre manifestação de opinião e do exercício político divergente. Para a Bahia e o Brasil ficaram o legado da luta pela igualdade racial e respeito à diversidade”, completou a secretária da Sepromi.