21/07/2017
O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) teve novas representações da sociedade civil eleitas, ao longo desta semana, para o período 2017-2021. Membros titulares e suplentes foram definidos entre segunda (17) e quinta (20), em assembleias próprias realizadas na sede do órgão, localizado no Centro Histórico de Salvador, conforme calendário definido pela comissão eleitoral. Com 30 anos de fundado, o CDCN está vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi).
Com a eleição serão preenchidos assentos de oito segmentos, o que representa a renovação de 50% das vagas ocupadas pela sociedade civil. As organizações possuem atuação em defesa dos segmentos étnicos raciais, com ênfase na população negra, incluindo iniciativas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, bem como o desenvolvimento sociocultural e econômico da comunidade negra baiana, dentre características.
“Estamos dando um passo importante para renovação o CDCN, fundamental para os movimentos sociais, sobretudo para o segmento quilombola. Vamos lutar para fortalecer as nossas comunidades”, afirmou o conselheiro eleito José Ramos de Freitas, da Associação das Marisqueiras e Remanescentes Quilombolas do Porto do Campo - Camamu/Bahia. “Percebemos um grande engajamento das entidades neste processo eleitoral, sendo de extrema importância contribuir com essa gestão. Teremos pela frente grandes desafios, precisando atuar no combate à intolerância religiosa, ao racismo, dentre outras pautas, a exemplo das discussões sobre as raciais”, reforçou Ademir Santos, da Ação Social e Cidadania Mão Amiga, no segmento de comunidades negras cristãs.
Já o conselheiro Antônio Carlos Conceição (Tonho Matéria), da Associação Sociocultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, destacou que o segmento da capoeira estará ainda mais representado no CDCN. “O mais importante é formar uma coletividade de luta. Vamos, de fato, discutir ações pensadas pelas nossas organizações e outras que estão acontecendo e que precisam de uma diretriz. O CDCN possibilita este debate”. Outro conselheiro eleito, George Oliveira, do Instituto Cultural Steve Biko, afirmou que trata-se do fortalecimento das relações e construção de politicas voltadas à população negra. “É motivo de muito orgulho integrar esse processo pela implementação de ações afirmativas e das medidas previstas no Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa”, pontuou George, representante dos quilombos educacionais.
Para a presidenta do CDCN e titular da Sepromi, Fabya Reis, o CDCN experimentará uma nova fase, agregando “um conjunto de organizações e ativistas com diversidade de lutas e pensamentos, o que enriquece o processo de controle social e proposição de políticas públicas para o povo negro baiano”. Ela ressaltou, ainda, que esta fase fortalecerpa ainda mais o diálogo entre as instâncias da sociedade civil organizada e as esferas do poder público, lembrando que outro espaço de construção coletiva importante é a Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), também vinculada à Sepromi.
Também foram definidas representações dos segmentos acadêmico, imprensa, afoxés e irmandades, para o mandato que terá duração de quatro anos. A solenidade de posse está prevista para ocorrer no mês de agosto.
Com a eleição serão preenchidos assentos de oito segmentos, o que representa a renovação de 50% das vagas ocupadas pela sociedade civil. As organizações possuem atuação em defesa dos segmentos étnicos raciais, com ênfase na população negra, incluindo iniciativas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, bem como o desenvolvimento sociocultural e econômico da comunidade negra baiana, dentre características.
“Estamos dando um passo importante para renovação o CDCN, fundamental para os movimentos sociais, sobretudo para o segmento quilombola. Vamos lutar para fortalecer as nossas comunidades”, afirmou o conselheiro eleito José Ramos de Freitas, da Associação das Marisqueiras e Remanescentes Quilombolas do Porto do Campo - Camamu/Bahia. “Percebemos um grande engajamento das entidades neste processo eleitoral, sendo de extrema importância contribuir com essa gestão. Teremos pela frente grandes desafios, precisando atuar no combate à intolerância religiosa, ao racismo, dentre outras pautas, a exemplo das discussões sobre as raciais”, reforçou Ademir Santos, da Ação Social e Cidadania Mão Amiga, no segmento de comunidades negras cristãs.
Já o conselheiro Antônio Carlos Conceição (Tonho Matéria), da Associação Sociocultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, destacou que o segmento da capoeira estará ainda mais representado no CDCN. “O mais importante é formar uma coletividade de luta. Vamos, de fato, discutir ações pensadas pelas nossas organizações e outras que estão acontecendo e que precisam de uma diretriz. O CDCN possibilita este debate”. Outro conselheiro eleito, George Oliveira, do Instituto Cultural Steve Biko, afirmou que trata-se do fortalecimento das relações e construção de politicas voltadas à população negra. “É motivo de muito orgulho integrar esse processo pela implementação de ações afirmativas e das medidas previstas no Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa”, pontuou George, representante dos quilombos educacionais.
Para a presidenta do CDCN e titular da Sepromi, Fabya Reis, o CDCN experimentará uma nova fase, agregando “um conjunto de organizações e ativistas com diversidade de lutas e pensamentos, o que enriquece o processo de controle social e proposição de políticas públicas para o povo negro baiano”. Ela ressaltou, ainda, que esta fase fortalecerpa ainda mais o diálogo entre as instâncias da sociedade civil organizada e as esferas do poder público, lembrando que outro espaço de construção coletiva importante é a Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), também vinculada à Sepromi.
Também foram definidas representações dos segmentos acadêmico, imprensa, afoxés e irmandades, para o mandato que terá duração de quatro anos. A solenidade de posse está prevista para ocorrer no mês de agosto.
Confira os/as representantes eleitos/as:
Comunidade acadêmica:
Titular: Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC
Tamiles Batista Messias
Suplente: Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS
Carina Silva de Carvalho
Cristãos:
Titular: Instituto Ação Social e Cidadania Mão Amiga
Ademir de Oliveira Santos
Suplente: Associação dos Negros Evangélicos de Camaçari
Gilberto Araújo da Cruz
Capoeira:
Titular: Associação Sociocultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá
Antônio Carlos Gomes Conceição (Tonho Matéria)
Suplente: Lua Branca Escola de Capoeira e Militância Cultural
Eduardo Carvalho Correia Filho (Mestre Duda)
Imprensa:
Titular: Afirme-se Centro de Práticas e Diversidades Culturais
Danila de Jesus Conceição
Suplente: Afirme-se Centro de Práticas e Diversidades Culturais
Miria Alves da Silva
Quilombos rurais:
Titular: Associação das Marisqueiras e Remanescentes Quilombolas do Porto do Campo – Camamu/Bahia
José Ramos de Freitas
Suplente: Comunidade Bete II Revivência Quilombola – ACBRQ
José Jorge Alves Pontes
Quilombos educacionais:
Titular: Instituto Cultural Steve Biko
George Roque Braga Oliveira
Suplente: Cursinho Pré-vestibular Quilombola
Geisonara Junaica Nunes Barbosa
Afoxés:
Titular: Associação Cultural e Carnavalesca Afoxé Kambalagwanze
Iracema Mendes Neves
Suplente: Associação Comunitária e Recreativa do Afoxé Filhos do Congo
Ednaldo Santana dos Santos
Irmandades negras:
Titular: Venerável Ordem Terceira do Rosário das Portas do Carmo/Irmandade dos Homens Pretos
Leomar Borges dos Santos