23/01/2019
A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, recebeu nesta quarta-feira (23), a liderança religiosa Mãe Iara de Oxum, discutindo preparativos para a 10ª edição da Caminhada de Pedra de Xangô. O evento, que acontece no bairro de Cajazeiras 10, no próximo dia 10 de fevereiro, integra o calendário de eventos dos povos de terreiro da Bahia e contará com apoio da Sepromi.
“A Caminhada da Pedra de Xangô já é emblemática e vem ganhando força a cada ano. É com muita honra e determinação que sempre nos integramos a esta luta, sobretudo no reforço ao enfrentando à intolerância religiosa. Seguimos no firme diálogo firme em defesa do patrimônio da cultura afro-brasileira”, ressaltou a secretária Fabya Reis, que no último dia 14 esteve reunida com um grupo de lideranças do bairro, discutindo medidas de fortalecimento e manutenção do monumento sagrado.
No início do mês o local foi alvo de intolerância religiosa, quando uma grande quantidade de sal grosso foi depositada no espaço. Também nesta quarta-feira (23), na sede da Sepromi, aconteceu uma reunião do grupo de trabalho que discute a preservação e políticas estruturais para o monumento.
Luta histórica - Localizada na Avenida Assis Valente, a pedra também é símbolo da luta pela libertação, pois ali se reuniam os negros no período colonial para organização do quilombo conhecido como Buraco do Tatu. A construção da via valorizou comercialmente a região e, desde a inauguração em 2010, os rumores de destruição do rochedo crescem junto com à especulação imobiliária, deixando a pedra exposta a atentados de intolerância religiosa.
Xangô, um dos principais orixás no panteão africano, é o patrono da justiça. Kaô kabiesilê, sua saudação, em tradução aproximada para o português, significa “o rei quis assim”. A rocha é sua força da natureza e o machado, seu símbolo.