Regularização fundiária em comunidades de fundo e fecho de pasto chega ao Território Sertão do São Francisco

18/02/2019

As atividades de campo do Projeto de Regularização Fundiária em Áreas Coletivas de Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto foi iniciada no município  Sobradinho, localizado no Território de Identidade Sertão São Francisco.

O projeto beneficiará em torno de 400 famílias, de 7 comunidades tradicionais, dos municípios de Casa Nova, Campo Alegre de Lourdes, Juazeiro, Remanso, Pilão Arcado, Sento Sé e Sobradinho,  com foco na identificação e demarcação dos seus territórios.

As comunidades estão recebendo visitas das equipes técnicas, que apresentam, durante a reunião de mobilização,  os procedimentos metodológicos, as etapas do projeto, dentre elas, atualização cadastral, vistoria agronômica, ambiental, levantamento de benfeitorias e georreferenciamento.

A ação é executada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), em parceria com a Secretaria da Promoção e Igualdade Racial (Sepromi) e entidades selecionadas por Chamada Pública. Um total de R$ 3,7 milhões foi assegurado pelo Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, para a realização do projeto.

Para Wilson José de Souza Júnior, morador da comunidade de São Gonçalo da Serra, no município de Sobradinho, o projeto assegura a posse da terra: “Esta é a oportunidade de sermos dono da terra de fato e de direito. Vivemos em uma comunidade carente do Semiárido brasileiro, praticando a pecuária de subsistência. Estamos felizes com a chegada deste projeto que beneficiará nossa gente”.

Mauro Macedo, da coordenação da Barriguda,  instituição parceira na execução do projeto, explica que  “o trabalho está dividido em etapas de mobilização, como estas  assembleias para divulgação,  e outras mais técnicas, quando o agrimensor, por exemplo, realiza a medição da terra e o sociólogo faz a caracterização da comunidade. O diálogo estabelecido por nossas equipes com os agricultores familiares, em especial, neste momento inicial, é fundamental para o êxito do nosso trabalho”.


*Com informações da CDA/SDR.