Feira da Reforma Agrária debate questões raciais e luta de classes

16/06/2018
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou nesta sexta-feira (15), na Praça da Piedade, em Salvador, da Feira Estadual da Reforma Agrária, que acontece pela quarta edição consecutiva. O evento, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), começou na quarta-feira (14) e segue até este sábado (16), com comercialização de produtos, discussões temáticas, atrações e intervenções artísticas.

Na mesa de debates “Questões raciais e a luta de classes”, ocorrida nesta sexta, a titular da Sepromi, Fabya Reis, destacou que a Feira está consolidada como um espaço de diálogo do campo com a cidade e, principalmente, de debates que dizem respeito à garantia de direitos. “A Feira da Reforma Agrária ganha força, também demostrando que precisamos cada vez mais irmanar as frentes em defesa do povo do campo, do povo negro, e dos segmentos tradicionais. A força da classe trabalhadora e a diversidade do campo são as estratégias que temos nas mãos”, enfatizou a secretária, que em seguida visitou a feira de produtos orgânicos e de artesanatos.

A mesa de debates contou, ainda, com a titular da SPM, Julieta Palmeira; da ebomi Nice de Oyá, do terreiro Casa Branca; do dirigente do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende; além do representante da UNEB, Marcelo Pinto. Uma das participações mais marcantes foi da advogada Marinete Franco, mãe da vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, há 90 dias. O reitor da UFBA, João Carlos Salles, também marcou presença.

Diversidade de produtos - Na Praça da Piedade a quantidade total de alimentos destinados à Feira chegou a 140 toneladas, produtos oriundos de dez regiões da Bahia, onde o MST está organizado. Hortaliças, frutas, verduras, livros e artesanatos são alguns dos produtos comercializados.

Agroecologia - Um dos debates centrais na Feira é a produção de alimentos agroecológicos, que tem ganhado destaque nas discussões do MST através, principalmente, da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto, localizada no município do Prado, no Extremo Sul, e a Escola Técnica do Campo e da Floresta Luana Carvalho, em Ituberá, no Baixo Sul da Bahia.

Ambos os espaços têm conseguido somar experiências práticas, apontando novas alternativas de aprender e ensinar numa boa relação com a natureza e conhecendo suas raízes culturais.

Programação - Além da comercialização, o evento promove momentos de estudo, formação e conta com um palco para apresentações culturais. A grade incluiu atrações como Ilê Aiyê, bloco afro Muzenza, Magary Lord, Ed do Forró e Grupo Bambeia.

*Com informações do MST