17/11/2018
O Terreiro do Gantois, no bairro da Federação, em Salvador, foi o ponto de partida da décima segunda edição da Alvorada dos Ojás na noite desta sexta-feira (16). No espaço religioso, ao som de atabaques, na presença de lideranças religiosas de diferentes segmentos, foi feita a sacralização dos tecidos que, na sequência, foram amarrados em árvores do Dique do Tororó, Campo Grande, Corredor da Vitória e Pelourinho. A atividade, organizada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), contou com apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
O objetivo é pedir paz, respeito à liberdade religiosa e equilíbrio entre as pessoas. Neste ano, a alvorada lembra a memória do mestre de capoeira Moa do Katendê, ogã de candomblé assassinado no mês de outubro por motivações políticas. Moa foi homenageado na abertura do evento, que contou com a presença de familiares e da líder espiritual da casa, Mãe Carmen.
“Este é um momento em que exigimos o respeito à nossa fé, que é um direito. Importante é que estamos num espaço que é sinônimo de reconstrução. Os terreiros reconstruíram as famílias negras após o 13 de maio”, disse Marcos Rezende, dirigente do CEN, ressaltando a importância do combate ao racismo e às intolerâncias.
“Amarrar os Ojás é uma forma de dizer que não temos como sobreviver sem a água, sem as folhas e os ventos. As árvores carregam em si a ancestralidade. Dali saem os alimentos e o gás carbônico. Ao colocarmos os Ojás, estamos abraçando as árvores, representando o cuidado e o amor”, completou Rezende.
Presente ao ato, a titular da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou que “a agenda fortalece na o conjunto de mobilizações do Novembro Negro na Bahia, período de destacar a importância da valorização da diversidade, do respeito à democracia e da garantia de direitos ao povo negro”. Os participantes da Alvorada dos Ojás estavam vestidos de roupas brancas em sinal de paz, principalmente por ser uma sexta-feira, dia dedicado à Oxalá.
O grupo de parceiros da atividade em 2018 inclui o artista plástico e fundador do Cortejo Afro, Alberto Pitta, responsável pela arte do tecido com elementos ligados ao candomblé; além do afoxé Filhos de Gandhy; o Coral Ecumênico da Bahia, Orquestra de Berimbaus, Mestres de Capoeira e a família de Moa do Katendê.
O objetivo é pedir paz, respeito à liberdade religiosa e equilíbrio entre as pessoas. Neste ano, a alvorada lembra a memória do mestre de capoeira Moa do Katendê, ogã de candomblé assassinado no mês de outubro por motivações políticas. Moa foi homenageado na abertura do evento, que contou com a presença de familiares e da líder espiritual da casa, Mãe Carmen.
“Este é um momento em que exigimos o respeito à nossa fé, que é um direito. Importante é que estamos num espaço que é sinônimo de reconstrução. Os terreiros reconstruíram as famílias negras após o 13 de maio”, disse Marcos Rezende, dirigente do CEN, ressaltando a importância do combate ao racismo e às intolerâncias.
“Amarrar os Ojás é uma forma de dizer que não temos como sobreviver sem a água, sem as folhas e os ventos. As árvores carregam em si a ancestralidade. Dali saem os alimentos e o gás carbônico. Ao colocarmos os Ojás, estamos abraçando as árvores, representando o cuidado e o amor”, completou Rezende.
Presente ao ato, a titular da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou que “a agenda fortalece na o conjunto de mobilizações do Novembro Negro na Bahia, período de destacar a importância da valorização da diversidade, do respeito à democracia e da garantia de direitos ao povo negro”. Os participantes da Alvorada dos Ojás estavam vestidos de roupas brancas em sinal de paz, principalmente por ser uma sexta-feira, dia dedicado à Oxalá.
O grupo de parceiros da atividade em 2018 inclui o artista plástico e fundador do Cortejo Afro, Alberto Pitta, responsável pela arte do tecido com elementos ligados ao candomblé; além do afoxé Filhos de Gandhy; o Coral Ecumênico da Bahia, Orquestra de Berimbaus, Mestres de Capoeira e a família de Moa do Katendê.