28/10/2019
A programação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) foi encerrada neste sábado (26) com ricos debates e conteúdos que contribuem para a preservação dos legados das culturas de matriz africana. Este é o quinto ano da presença da secretaria no evento, atuação que promoveu a inserção da temática étnco-racial de forma expressiva nas atividades.
Neste sábado, já pela manhã, aconteceu o lançamento do livro "Ijexá, o povo das Águas", do antropólogo e pesquisador Vilson Caetano. A obra é resultado de estudo sobre o terreiro Ilê Axé Kalè Bokùn, em Salvador, e reconstrói a história do grupo africano Ijexá, que no final do século XIX mudou do centro de Salvador para a Península de Itapagipe.
À tarde o Mawoo Adelson de Brito, educador e pesquisador, lançou a primeira cartilha acerca da liturgia Jeje Savalu, com roda de conversa na sequência. Logo depois o ativista do movimento negro e jornalista Maurício Pestana divulgou seu mais novo trabalho no campo da literatura negra infantil, a coleção “Lendas e Deuses da África”, trabalho que contribui com a disseminação da história da África no Brasil. Os dois lançamentos contaram com a presença do educador a ativista Kabengele Munanga.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, os lançamentos influenciam significativamente na luta antirracista. “Tivemos, com mais uma participação da Sepromi na Flica, uma oportunidade de visibilidade para os temas relacionados às questões raciais e a um conjunto de elementos históricos da cultura afro-brasileira. Aos poucos vão ficando importantes legados aos jovens, ativistas e educadores que passaram pelos nossos espaços e atividades ao longo da programação da Flica”, pontuou.
Encerrando a programação do dia, também na agenda da Sepromi, houve a exibição do documentário sobre a trajetória do Bando de Teatro Olodum. Já o grupo "Chegança Barca Nova", de Saubara, animou o público com cortejo pelas ruas de Cachoeira.