Novembro Negro: PGE realiza colóquio sobre narrativas negras

30/11/2020
A Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) realiza ao longo desta segunda-feira (30), em formato virtual, o colóquio “Narrativas Negras - Porque a vida não termina em novembro”, evento que integra o calendário do Novembro Negro. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou da abertura das atividades, que pretendem discutir o combate ao racismo, a garantia e ampliação dos direitos da população negra.

A abertura contou com a presença da procuradora geral adjunta, Luciane Rosa Croda, discorrendo sobre combate ao racismo institucional, além do procurador chefe do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento da PGE/BA, Ailton Cardozo da Silva Júnior. Houve, ainda, a explanação do coordenador do Centro de Referência e Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandel, o advogado Clerisvaldo Paixão, que representou a secretária da Sepromi, Fabya Reis.

Clerisvaldo falou sobre a importância do Novembro Negro, a defesa da população negra e a política de promoção da igualdade racial na Bahia. “O Novembro Negro tem diversas importâncias e uma delas é, sem dúvidas, o processo de mobilizar e sensibilizar nacionalmente, falando de narrativas negras. Este é um mês de visibilidade das nossas manifestações e produções coletivas, algo fundamental, pois vivemos num país que sempre promoveu o apagamento da nossa história. Por isso estamos numa luta e projeto de promoção da igualdade racial e combate ao racismo. Neste sentido consideramos louvável a iniciativa da PGE de proporcionar estes debates, trazendo informações e prestando contas à sociedade do que tem sido feito, discutindo o racismo dentro das instituições”, destacou.

Ainda segundo o coordenador, no Novembro Negro o Governo do Estado reafirma seu compromisso com as políticas de reparação e proteção ao povo negro baiano. “A Sepromi é a única secretaria de Estado voltada exclusivamente às políticas de igualdade racial no país. Significa que o governo mantém firmemente as políticas de combate ao racismo e dá respostas à sociedade neste âmbito. Através do Centro Nelson Mandela somos procurados, demandados pela população, pela imprensa e pelas agendas intensas neste mês e ao longo de todo o ano. Nosso centro dá voz, acolhe as pessoas que são vítimas de violência racial, registra e acompanha as denúncias”, concluiu Clerisvaldo.

Narrrativas são fundamentais - A procuradora Maria Angélica Rodrigues, uma das organizadoras do colóquio da PGE, ressaltou que as atividades contribuem para “conectar os intertemas e remarcar que vidas, consciências, realizações e destinos de pessoas negras são centrais para a efetivação das políticas públicas do Estado da Bahia, que tem uma população predominantemente negra”.

Após a mesa de abertura do evento, a primeira conferência do dia foi preferida pela procuradora Maristela Barbosa Santos com o tema “Pele negra, máscaras brancas – Notas sobre a contribuição de Franz Fanon”. O evento seguiu com uma programação de variados temas ligados às questões raciais e políticas públicas, aspectos sobre injúria racial e racismo, direito público, dentre outras abordagens.