Bahiater promove roda de conversa sobre consciência negra

23/11/2017
Em continuidade às atividades da Semana da Consciência Negra, a Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), promoveu nesta quarta-feira (22), uma roda de conversa sobre o tema, contribuindo para a série de mobilizações que acontecem ao longo do mês, com a participação e apoio do Governo do Estado.

A iniciativa contou com a presença da superintendente da Bahiater, Célia Watanabe; da coordenadora da Política de Empreendedorismo de Negros e Mulheres da Secretaria de Promoção da Igualdade Social (Sepromi), Dandara Lopes; do assessor da SDR, Ivoney Pires; do coordenador de Povos e Comunidades Tradicionais da Bahiater, Edmilton Cerqueira, além de servidores do órgão.

“Esse é um espaço de autoformação da equipe e consiste em convidar pessoas que dominem as temáticas, em seguida abrir a roda de conversa para participação ampliada dos servidores e dirigentes da Bahiater”, esclarece a gestora da Bahiater, Célia Watanabe.

Ney abordou questões relacionadas aos diversos tipos de racismo e a necessidade de intervenção de todos os setores da sociedade para combater esta prática. “É preciso corrigir parte da história sobre a escravidão, mas precisamos também aproveitar momentos como este para debater e pensar formas de correção da história atual”.

Dandara Lopes, representando a Sepromi, enfatizou que “homens negros sofrem, porém, mulheres negras sofrem muito mais”. Sobre o contexto histórico atual, Dandara afirma que o racismo é cruel, pois o aumento de assassinatos, a falta de assistência médica pública e as altas taxas de desemprego ainda são fatores que interferem no acesso da população negra a melhores condições e oportunidades.

“As políticas públicas de combate ao racismo e de inclusão social existem e precisam ser fortalecidas. A educação é a principal forma de conscientização”, concluiu Lopes. Ela destacou que 2017 é um marco para o Governo do Estado e o conjunto da sociedade civil, ano em que a Bahia celebra os 10 de implementação de políticas de promoção da igualdade racial. Dandara Lopes apresentou, ainda, a campanha do Novembro Negro em curso, iniciativa que visa resgatar a série de conquistas ao longo deste período, no campo das ações afirmativas.

Para Edmilton Cerqueira, facilitador da roda de conversa, o debate precisa ser ampliado a todos os setores da sociedade. Ele aponta a necessidade de enfrentamento a todas as formas de discriminação. “O racismo institucional existe. Temos que estar atentos a esta discussão e participar de ações como esta”, reforçou.


*Com informações da SDR/Bahiater

Fotos: Bahiater