Festa da Boa Morte valoriza a diversidade religiosa

15/08/2017
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou nesta terça-feira (15) da programação da Festa da Boa Morte, realiza em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. No dia que é considerado ponto alto dos festejos, uma missa solene reuniu religiosas, integrantes das religiões de matriz africanas, autoridades e turistas, ato seguido de procissão com a imagem de Nossa Senhora D’Ajuda pelas principais ruas da cidade. A festa destaca-se como uma das mais importantes do calendário religioso da Bahia e tem como grande destaque a participação de mulheres negras da Irmandade da Boa Morte, organização nascida há 197 anos, com propósito de lutar pelo fim da escravidão.

A titular da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou que a festa divulga os legados de resistência e o protagonismo histórico a partir da organização das mulheres. “Hoje essa luta se ressiginifica com destaque para o ativismo das mulheres negras no combate ao racismo e às intolerâncias. Nesta festa secular acontece um grande encontro da diversidade, com participação especial da mulheres oriundas das religiões de matriz africana”, considerou a secretária durante da festa, considerada patrimônio imaterial da Bahia desde 2010.

Também nesta terça-feira, durante os festejos, o Governo do Estado firmou um termo de cooperação voltado à autossustentabilidade da Irmandade e salvaguarda do bem cultural. Por meio do convênio, a Secretaria de Cultura (Secult), por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) realizará ações como seminário de educação patrimonial, nova expografia no Memorial da Irmandade, publicação de livros e implantação de políticas para a preservação da festa.

Dentre as demais autoridades presentes estavam o ex-governador e atual secretário Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner; além dos titulares da Secult, Jorge Portugal; das secretarias do Turismo (Setur), José Alves; de Políticas para as Mulheres (SPM); do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Olívia Santana; do dirigente do Ipac, João Oliveira; além vereadores, parlamentares e integrantes do movimento negro.