05/02/2018
A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou nesta segunda-feira (5), as contribuições do baiano Carlos Alberto Caó de Oliveira para a luta antirracista no Brasil. Falecido no final de semana, ele atuou como jornalista, advogado e militante do movimento negro. Carlos Caó também foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, sendo autor da Lei 7.437/1985, que mudou o texto da Lei Afonso Arinos, de 1951, definindo como contravenção penal o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil. O texto ficou conhecido como Lei Caó.
A secretária da Sepromi afirmou que Caó “deixa grandes legados para a militância e para o conjunto dos marcos legais e instrumentos de defesa da população negra brasileira”. A homenagem foi prestada durante ato com lideranças quilombolas em Alagoinhas, voltado à formalização de parceria para construção de 220 unidades em quilombos de sete municípios baianos. A ação é fruto de parceria entre a Sepromi e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Vida de intenso ativismo - Caó começou sua militância política em associação de bairros, depois foi para o movimento estudantil e negro. Durante a ditadura militar ele foi perseguido e preso. Ele morreu neste domingo (4), aos 76 anos.
Nascido em Salvador, trabalhou na Luta Democrática em 1964. Nos anos seguintes, atuou como repórter em diversos jornais e na TV Tupi. Foi um dos fundadores da Associação dos Jornalistas Especializados em Economia e Finanças (Ajef), criada em 1974, e da qual foi eleito presidente em 1975. Presidiu também o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, entre 1981 e 1984. Criou também o Clube dos Repórteres Políticos, do qual foi secretário-geral.
Na vida pública assumiu, ainda, o cargo de Secretário Estadual do Trabalho e da Habitação no governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro.
A secretária da Sepromi afirmou que Caó “deixa grandes legados para a militância e para o conjunto dos marcos legais e instrumentos de defesa da população negra brasileira”. A homenagem foi prestada durante ato com lideranças quilombolas em Alagoinhas, voltado à formalização de parceria para construção de 220 unidades em quilombos de sete municípios baianos. A ação é fruto de parceria entre a Sepromi e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Vida de intenso ativismo - Caó começou sua militância política em associação de bairros, depois foi para o movimento estudantil e negro. Durante a ditadura militar ele foi perseguido e preso. Ele morreu neste domingo (4), aos 76 anos.
Nascido em Salvador, trabalhou na Luta Democrática em 1964. Nos anos seguintes, atuou como repórter em diversos jornais e na TV Tupi. Foi um dos fundadores da Associação dos Jornalistas Especializados em Economia e Finanças (Ajef), criada em 1974, e da qual foi eleito presidente em 1975. Presidiu também o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, entre 1981 e 1984. Criou também o Clube dos Repórteres Políticos, do qual foi secretário-geral.
Na vida pública assumiu, ainda, o cargo de Secretário Estadual do Trabalho e da Habitação no governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro.