16/05/2019
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou nesta quinta-feira (16), em Salvador, uma sessão especial em homenagem ao Dia Nacional do Cigano, celebrado no dia 24 de maio. A proposição foi do deputado estadual Nilton Bastos Júnior (Niltinho) e contou com a presença de lideranças de movimentos sociais, universidades, parlamentares, além da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), representada pelo coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais, Cláudio Rodrigues.
Segundo o deputado, “a sessão especial é uma forma de homenagear e aproximar a comunidade cigana da população baiana, afinal eles também são cidadãos brasileiros, portadores de direitos. O objetivo é conhecer um pouco mais da história e cultura do povo cigano, escutar suas demandas e combater o preconceito, a intolerância e discriminação contra essas comunidades”.
Entre as demandas do povo cigano está a valorização e reconhecimento da etnia, da cultura, além das tradições e territórios. Um dos principais pontos destacados na sessão também foi a necessidade de atualização dos dados sobre a comunidade cigana no Brasil. O último levantamento foi realizado em 2014 pelo IBGE e registrou a existência de acampamentos ciganos em 22 estados brasileiros, onde vivem de 600 a 800 mil ciganos, mas as comunidades acreditam que o número é muito maior.
O professor doutor Jucelho Dantas, representante dos povos ciganos na Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), destacou que a sociedade brasileira tem avançado, aos poucos, compreendendo a importância de garantir direitos ao segmento. “Não queremos um sol ou uma lua, mas que sejamos tratados de forma igualitária. Nosso país é uma colcha de retalho de culturas, inclusive dos povos indígenas, do povo negro, dos imigrantes e dos ciganos. Chegamos ao Brasil em 1574 e, desde então, temos construído este grande tecido que é diversidade da cultura brasileira, querendo respeito e dignidade”, ponutou.
O professor ressaltou, ainda, a presença dos povos ciganos na CESPCT, instância coordenada pela Sepromi. “Temos discutido neste espaço as politicas estaduais para os povos e comunidades tradicionais, dentre eles os ciganos. Unimos forças com os demais segmentos e lideranças diversas”, lembrou, também destacando a importância da sessão especial. “Para quem foi invisível por séculos, estar aqui é muito significativo”.
O coordenador executivo da Sepromi, Cláudio Rodrigues, falou sobre a importância dos atos oficiais e reconhecimentos públicos como “uma ação de fortalecimento da identidade e de combate ao racismo”. Ele elencou parte das ações desenvolvidas pela pasta com foco na inclusão e desenvolvimento dos povos ciganos.
“É uma grande satisfação para a Sepromi participar desta sessão especial. Temos feito diálogos e pensando políticas para fortalecer a identidade do povo cigano. O estado vem reconhecendo a diversidade étnico-racial e estruturando políticas para estes segmentos, que são povos milenares e vêm ocupando o território com suas demandas históricas”, ressaltou Cláudio. Também citou parcerias da Sepromi com universidades e outras esferas governamentais para atenção a demandas do povo cigano na Bahia.
“Temos atuado para articular e fazer chegar as políticas públicas. Com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) a Sepromi trabalha um termo de parceria para o mapeamento dos povos ciganos na Bahia. Queremos entender, pensar e trabalhar na perspectiva da particularidade e singularidade deste povo”, concluiu.
Segundo o deputado, “a sessão especial é uma forma de homenagear e aproximar a comunidade cigana da população baiana, afinal eles também são cidadãos brasileiros, portadores de direitos. O objetivo é conhecer um pouco mais da história e cultura do povo cigano, escutar suas demandas e combater o preconceito, a intolerância e discriminação contra essas comunidades”.
Entre as demandas do povo cigano está a valorização e reconhecimento da etnia, da cultura, além das tradições e territórios. Um dos principais pontos destacados na sessão também foi a necessidade de atualização dos dados sobre a comunidade cigana no Brasil. O último levantamento foi realizado em 2014 pelo IBGE e registrou a existência de acampamentos ciganos em 22 estados brasileiros, onde vivem de 600 a 800 mil ciganos, mas as comunidades acreditam que o número é muito maior.
O professor doutor Jucelho Dantas, representante dos povos ciganos na Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), destacou que a sociedade brasileira tem avançado, aos poucos, compreendendo a importância de garantir direitos ao segmento. “Não queremos um sol ou uma lua, mas que sejamos tratados de forma igualitária. Nosso país é uma colcha de retalho de culturas, inclusive dos povos indígenas, do povo negro, dos imigrantes e dos ciganos. Chegamos ao Brasil em 1574 e, desde então, temos construído este grande tecido que é diversidade da cultura brasileira, querendo respeito e dignidade”, ponutou.
O professor ressaltou, ainda, a presença dos povos ciganos na CESPCT, instância coordenada pela Sepromi. “Temos discutido neste espaço as politicas estaduais para os povos e comunidades tradicionais, dentre eles os ciganos. Unimos forças com os demais segmentos e lideranças diversas”, lembrou, também destacando a importância da sessão especial. “Para quem foi invisível por séculos, estar aqui é muito significativo”.
O coordenador executivo da Sepromi, Cláudio Rodrigues, falou sobre a importância dos atos oficiais e reconhecimentos públicos como “uma ação de fortalecimento da identidade e de combate ao racismo”. Ele elencou parte das ações desenvolvidas pela pasta com foco na inclusão e desenvolvimento dos povos ciganos.
“É uma grande satisfação para a Sepromi participar desta sessão especial. Temos feito diálogos e pensando políticas para fortalecer a identidade do povo cigano. O estado vem reconhecendo a diversidade étnico-racial e estruturando políticas para estes segmentos, que são povos milenares e vêm ocupando o território com suas demandas históricas”, ressaltou Cláudio. Também citou parcerias da Sepromi com universidades e outras esferas governamentais para atenção a demandas do povo cigano na Bahia.
“Temos atuado para articular e fazer chegar as políticas públicas. Com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) a Sepromi trabalha um termo de parceria para o mapeamento dos povos ciganos na Bahia. Queremos entender, pensar e trabalhar na perspectiva da particularidade e singularidade deste povo”, concluiu.