26/02/2018
A população dos bairros Nordeste de Amaralina, Pau Miúdo, Federação, Vila Mar, Nova Brasília e Nazaré, em Salvador, foi beneficiada com o projeto “Mulheres Negras: Da cozinha ao empreendimento”, encerrado neste final de semana. Com foco no resgate e preservação das culturas de matrizes africanas, além da geração de renda, a iniciativa foi realizada pela Associação Sociocultural e de Capoeira Mangangá, com apoio do edital Novembro Negro 2017, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
Através do projeto foram desenvolvidos os cursos de culinária afro e indumentária africana, atendendo, ao total, 80 mulheres de baixa renda. A certificação ocorreu neste sábado (24), no Colégio Severino Vieira. Durante as aulas, as alunas estudaram a produção de pratos inspirados na ancestralidade africana, a exemplo de moqueca de banana da terra com farofa angolana e doces como brigadeiro de inhame. Também constavam no conteúdo a confecção de diversas de frutas tropicais. Um conjunto de roupas e indumentárias das religiões de matriz africana foi exposto no evento.
Todas as concluintes dos cursos de culinária afro serão cadastradas no banco de dados de restaurantes da capital baiana como uma forma de incentivá-las profissionalmente, na busca de oportunidades no mercado de trabalho.
O evento de certificação teve a participação do fundador da Associação Mangangá e membro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Antônio Carlos Conceição, o Tonho Matéria; além dos representantes da Sepromi, Ailton Ferreira (assessor de Gabinete); Claúdio Rodrigues (coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais); e José Leal Neto (presidente da Comissão de Seleção de Projetos).