28/08/2019
Integrando a agenda do Agosto da Igualdade na Bahia, foi realizada nesta terça-feira (27), em Salvador, a mesa temática "A luta é feminina, a raça é negra". O evento, ocorrido no Teatro Jorge Amado, na Pituba, destacou as diversas frentes de luta das mulheres negras nos dias atuais e o seu protagonismo no movimento revolucionário da Revolta dos Búzios. A atividade, organizada pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), contou com a presença de estudantes universitários e secundaristas, educadores, ativistas de movimentos sociais e representações governamentais.
Influenciadora digital, apresentadora de televisão e empresária, Ana Paula Xongani falou das lutas contemporâneas a partir das novas tecnologias. “A internet deve ser considerada uma ferramenta de luta e resistência. Ela influencia e decide muita coisa. É mais uma arena de diálogo e de transformação. É uma grande potência e precisamos trabalhar a nossa presença neste meio. Devemos nos apropriar disso tudo a nosso favor”, ressaltou Xongani, compartilhando sua experiência de empreendedorismo no campo da estética a partir destas ferramentas.
Para a escritora Bruna Silva, do coletivo Sarau da Onça - grupo de jovens que atua com a poesia - é preciso entender que a arte significa uma ferramenta para envolver a juventude da periferia e contribuir para ressignificar realidades. “Entendi que a poesia poderia mudar a minha vida e a vida das pessoas. Comecei a recitar no transporte coletivo, me sustentando a partir disso, inclusive. É uma estratégia de sobrevivência também”, afirmou Bruna, que também é estudante de Fotografia e de Ciências Políticas.
Já a produtora de cinema Daiane Rosário, idealizadora da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB), destacou que o desafio é diário no enfrentamento ao racismo e ao sexismo estruturais que permeiam a área do audiovisual. “Precisamos discutir novas politicas de subsídio, possibilitando o acesso à população negra, que pensa este campo de outra forma. Fomos historicamente violentados como povo negro, sofrendo com diversas barreiras até hoje”, disse Rosário. Para ela, o caminho passa por novos desenhos de editais, leis de financiamento, da previsão de cotas para o segmento negro, dentre outras formas de gestão nesta área.
A titular da Sepromi, Fabya Reis, disse que as discussões ampliam o lugar de fala das mulheres negras e reforça a luta a partir de novos olhares. “Foi possível, neste debate, prestigiar as várias potências de vozes, numa mobilização que marca as atividades do Agosto da Igualdade. Este evento soma muito ao conjunto de outras experiências e encontros apoiados pelo Edital da Década Afrodescendente. É um esforço integrado para destacar a trajetória das heroínas negras da Revolta dos Búzios e possibilitar discussões com essa turma de ativistas que vêm dando valiosas contribuições no enfrentamento ao racismo e sexismo”, considerou.
A mesa teve a mediação da jornalista Vania Dias e contou, ainda, com intervenções culturais do Coletivo Froceta, grupo que agrega militância, música e poesias autorais através de performances que abordam conflitos sociais aos quais estão submetidas as mulheres.
A Revolta dos Búzios – O movimento revolucionário negro, deflagrado em 1798, completa 221 anos no mês de agosto. Em 2019 o Governo do Estado, através da Sepromi, trabalha pela visibilidade das heroínas negras que atuaram na revolta: Luiza Francisca, Lucrécia Maria, Domingas Maria, Ana Romana e Vivência Maria, historicamente esquecidas dos livros didáticos.
Ao longo do mês uma campanha vem sendo desenvolvida a partir de ferramentas de internet e materiais impressos, com o tema “A luta é feminina. A raça é negra”, reforçando a valorização e discussão sobre as questões raciais e de gênero.
Agosto da Igualdade - Dentre as agendas do mês, no calendário intitulado “Agosto da Igualdade”, estão ações resultantes do Edital da Década Afrodescendente. Através da chamada pública, este ano, o Governo do Estado destinou R$ 2,4 milhões para execução de 44 projetos com foco na preservação da memória da Revolta do Búzios e de outras atividades como Julho das Mulheres Negras e Novembro Negro.
Influenciadora digital, apresentadora de televisão e empresária, Ana Paula Xongani falou das lutas contemporâneas a partir das novas tecnologias. “A internet deve ser considerada uma ferramenta de luta e resistência. Ela influencia e decide muita coisa. É mais uma arena de diálogo e de transformação. É uma grande potência e precisamos trabalhar a nossa presença neste meio. Devemos nos apropriar disso tudo a nosso favor”, ressaltou Xongani, compartilhando sua experiência de empreendedorismo no campo da estética a partir destas ferramentas.
Para a escritora Bruna Silva, do coletivo Sarau da Onça - grupo de jovens que atua com a poesia - é preciso entender que a arte significa uma ferramenta para envolver a juventude da periferia e contribuir para ressignificar realidades. “Entendi que a poesia poderia mudar a minha vida e a vida das pessoas. Comecei a recitar no transporte coletivo, me sustentando a partir disso, inclusive. É uma estratégia de sobrevivência também”, afirmou Bruna, que também é estudante de Fotografia e de Ciências Políticas.
Já a produtora de cinema Daiane Rosário, idealizadora da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB), destacou que o desafio é diário no enfrentamento ao racismo e ao sexismo estruturais que permeiam a área do audiovisual. “Precisamos discutir novas politicas de subsídio, possibilitando o acesso à população negra, que pensa este campo de outra forma. Fomos historicamente violentados como povo negro, sofrendo com diversas barreiras até hoje”, disse Rosário. Para ela, o caminho passa por novos desenhos de editais, leis de financiamento, da previsão de cotas para o segmento negro, dentre outras formas de gestão nesta área.
A titular da Sepromi, Fabya Reis, disse que as discussões ampliam o lugar de fala das mulheres negras e reforça a luta a partir de novos olhares. “Foi possível, neste debate, prestigiar as várias potências de vozes, numa mobilização que marca as atividades do Agosto da Igualdade. Este evento soma muito ao conjunto de outras experiências e encontros apoiados pelo Edital da Década Afrodescendente. É um esforço integrado para destacar a trajetória das heroínas negras da Revolta dos Búzios e possibilitar discussões com essa turma de ativistas que vêm dando valiosas contribuições no enfrentamento ao racismo e sexismo”, considerou.
A mesa teve a mediação da jornalista Vania Dias e contou, ainda, com intervenções culturais do Coletivo Froceta, grupo que agrega militância, música e poesias autorais através de performances que abordam conflitos sociais aos quais estão submetidas as mulheres.
A Revolta dos Búzios – O movimento revolucionário negro, deflagrado em 1798, completa 221 anos no mês de agosto. Em 2019 o Governo do Estado, através da Sepromi, trabalha pela visibilidade das heroínas negras que atuaram na revolta: Luiza Francisca, Lucrécia Maria, Domingas Maria, Ana Romana e Vivência Maria, historicamente esquecidas dos livros didáticos.
Ao longo do mês uma campanha vem sendo desenvolvida a partir de ferramentas de internet e materiais impressos, com o tema “A luta é feminina. A raça é negra”, reforçando a valorização e discussão sobre as questões raciais e de gênero.
Agosto da Igualdade - Dentre as agendas do mês, no calendário intitulado “Agosto da Igualdade”, estão ações resultantes do Edital da Década Afrodescendente. Através da chamada pública, este ano, o Governo do Estado destinou R$ 2,4 milhões para execução de 44 projetos com foco na preservação da memória da Revolta do Búzios e de outras atividades como Julho das Mulheres Negras e Novembro Negro.