Projeto apoiado pela Sepromi debate empreendedorismo das mulheres negras

20/01/2021
Aconteceu nesta quarta-feira (20), em formato virtual, mais uma atividade do projeto “Egebá: Caminhar das Mulheres Negras”, desenvolvido pelo Afoxé Kambalagwanze, em Salvador, com apoio do Edital da Década Afrodescendente, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O projeto é voltado para empreendedoras negras chefes de família ou mães solo, em situação de vulnerabilidade social.

Uma palestra realizada pela internet apresentou um panorama da presença de mulheres negras em atividades empreendedoras, disseminando informações na perspectiva da promoção da igualdade de raça e de gênero neste campo. O objetivo final é pensar ações coletivas a partir dos saberes, identidades e experiências, possibilitando parcerias focadas no fomento ao empreendedorismo negro feminino.

A dirigente do Afoxé Kambalagwanze, Iracema Neves, destacou a importância das ações viabilizadas pelo edital, chamada pública que teve como centralidade a prevenção e enfrentamento dos efeitos da Covid-19 junto aos segmentos da população negra, dos povos e comunidades tradicionais da Bahia, visando principalmente o fortalecimento econômico. “Esta iniciativa tem sido fundamental para nós mulheres negras, sobretudo neste momento difícil que vivemos de pandemia”, destacou Iracema.

“O empreendedorismo negro movimenta a economia, mas nem sempre há um retorno a contendo para as comunidades negras. Por isso vamos trabalhando, aprendendo mutuamente, avançando nesta atuação. Para além de estimular e fortalecer os negócios, em projetos como este, valoriza-se os modos de fazer e saberes próprios das mulheres negras”, ressaltou a titular da Sepromi, Fabya Reis, durante a live que contou com a palestra da empreendedora Marina Bonfim.

A secretária pontuou, ainda, os esforços do Governo do Estado - em meio à crise gerada pela pandemia - para manter a política de lançamento de chamadas públicas, atendendo às demandas dos segmentos mais vulneráveis na atual conjuntura. No Edital da Década Afrodescendente, destacou ela, estão sendo investidos R$ 1,2 milhão em 32 propostas nas modalidades de Práticas Empreendedoras Solidárias, Tecnologias de Venda e Escoamento, além de Assessoria Técnica e Distribuição de Insumos.

“Queremos aprofundar o processo de lançamento de editais, entendendo que os desafios são grandes nesta esfera, por conta do racismo estrutural que afeta e impõe barreiras ao conjunto das mulheres negras baianas”, concluiu Fabya Reis.