Terreiros Oxumarê e Gantois recebem visita da Sepromi

20/01/2018
As atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa estão integrando diversas comunidades de matriz africana. Nesta sexta (19) e sábado (20), em Salvador, os terreiros Oxumarê e Gantois foram visitados por representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Durante os encontros foram discutidos temas relacionados à valorização da diversidade religiosa, preservação das tradições ancestrais, enfrentamento às violações de direito, dentre outros.

No terreiro Oxumarê, bairro da Federação, o encontro contou com a presença do babalorixá Silvanilton Encarnação (Babá Pecê), filhos e filhas da casa. Já no terreiro Gantois, no mesmo bairro, o diálogo foi mantido com a iyákekeré (mãe pequena), Ângela Ferreira, religiosos e representantes da organização civil da comunidade, a Associação de São Jorge Ebe Oxóssi.

Estiveram presentes neste sábado, pela Sepromi, Ailton Ferreira e Miguel Carvalho, assessores de Gabinete; Rosy Mary Santos, da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (CPIR); e Wilson Souza, do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM). O encontro de ontem contou com a participação da coordenadora executiva da CPIR, Cléia Costa.

Roda de diálogo - O calendário de ações relacionadas ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa terá culminância neste domingo (21), com a roda de diálogo “Unindo forças no enfrentamento às novas formas de intolerância”, às 14h, no terreiro Tumba Junsara, localizado no bairro Engenho Velho de Brotas.

Além disso, ocorrerão intervenções poéticas, exposição de grafite e apresentação musical dos grupos Ókánbí e Transbatucada. As atividades são organizadas pela parceria entre Sepromi) Universidade Federal da Bahia (Ufba), Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) e segmentos religiosos.

Denúncias - Desde a implantação do Centro de Referência Nelson Mandela, em 2013, foram registrados um total de 108 casos de violação de direitos no campo religioso. Ao longo de 2017 o equipamento acompanhou 21 episódios, dados que são socializados com o conjunto de instituições que integram a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa da Bahia.