31/08/2023
A Comunidade Quilombola Jatobá, situada no município Muquém do São Francisco, no oeste baiano, recebeu do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o documento que assegura o direito de ocupar seu território. A solenidade de imissão de posse de 13,7 mil hectares aconteceu nesta quarta-feira (30), com as presenças do superintendente regional do Incra na Bahia, Carlos José Borges, e da secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães.
O presidente da Associação do Quilombo Jatobá, João Rodrigues da Silva, afirmou que a conquista é resultado de décadas de luta. “É um sonho que foi realizado e representa liberdade para o nosso povo”, sintetizou.
Certificada pela Fundação Cultural Palmares desde 2004, a comunidade é formada por 158 famílias, que têm na agricultura e na pecuária as principais fontes de renda e subsistência. A área do quilombo era composta por uma propriedade particular, que foi desapropriada, e por terras da União, que já haviam sido tituladas, totalizando 15,4 mil hectares. “Estamos dando passos concretos para que essa luta histórica, ancestral, que envolve descendentes daqueles que foram escravizados e permaneceram nessa terra, constituíram família e conquistaram direitos, possam ter a titulação dessa área e continuar promovendo o desenvolvimento sustentável”, ressaltou a titular da Sepromi.
A comunidade está na etapa final de sua regularização fundiária, uma importante ferramenta, aliada a diversas outras iniciativas, no combate às violações dos territórios quilombolas. Enquanto não são titulados comunitariamente, as famílias irão receber o Contrato de Concessão e Uso (CCU) da terra. “A imissão de posse traz segurança jurídica para as famílias e permite também que elas tenham acesso a uma série de políticas públicas, entre elas linhas de crédito”, destacou o superintendente do Incra na Bahia.
Ascom Sepromi