Na última sexta-feira(14), a Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa esteve reunida na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e Dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI. O encontro foi marcado por diálogos estratégicos que objetivam a superação do racismo, especialmente um Carnaval sem violências em 2025.
Instrumento de articulação entre o poder público e a sociedade civil, a Rede teve acesso a uma apresentação sobre a Delegacia Especializada em Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa - DECRIN, importante equipamento presente pela primeira vez no Carnaval da Bahia. Lançada no dia 21 de janeiro deste ano, a Delegacia estará articulada com a SEPROMI e toda a Rede acolhendo e encaminhando denúncias destas violências em todos os circuitos da festa.
Dentre as pautas, o momento reservado para pensar políticas públicas voltadas à superação do racismo estrutural e todos os preconceitos e discriminações relacionadas, contou também com uma apresentação dos dados das denúncias recebidas pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, no último período.
A reunião é fruto do empenho de várias organizações do Governo do Estado que, ativamente organizadas, enfrentam coletivamente o desafio de construir um mundo mais digno para as pessoas negras e indígenas, não só no Carnaval, mas no dia-a-dia da sociedade baiana. Com um fluxo estabelecido no pós-denúncia, as instituições estarão focadas a promover reflexões a outras organizações e entidades, em busca de elaborar caminhos em uma cooperação intrainstitucional.
“Essa Rede vai operar na perspectiva de avançar em todas essas questões tão caras para nossa população, que atravessam séculos. Estaremos ainda mais empenhados em nos formar cotidianamente, termos reuniões frequentes para elaborar estratégias, disputando a sociedade, e olhando cuidadosamente para que possamos garantir ao máximo liberdades de culto e de existência desses povos” afirmou Ângela Guimarães, secretária da SEPROMI.