Potente incentivo do Ouro Negro no carnaval 2025 fortalece a mensagem “Com Racismo Não Tem Folia”

03/03/2025
Saída do Ilê Aiyê 2025
Foto por Erlon Sousa

 

No quinto e penúltimo dia da folia carnavalesca(03), a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais - SEPROMI, celebra os resultados do investimento do Ouro Negro nos blocos afro e indígenas. Com o maior recurso da história do Programa em 2025, 15 milhões de reais, o enaltecimento da ancestralidade negra fortalece e ecoa a mensagem da Campanha Com Racismo Não Tem Folia

Ao institucionalizar o comprometimento do poder público com a disputa social pela cultura de paz e a superação das violências e discriminações raciais, a representatividade e a força de transformação por meio da cultura afro e índigena transcende a memória e o pertencimento às manifestações tradicionais, numa verdadeira ocupação territorial do carnaval. 

O programa impulsiona a campanha, ao influenciar diretamente na mobilização da população aos temas, o que resulta na conscientização coletiva quanto ao aparato dos órgãos e canais responsáveis pela efetivação das possíveis denúncias. Para a Secretária Ângela Guimarães, as agremiações cumprem papel central nisto, diante dos feitos históricos e, especialmente, no que tange a semente que plantam tanto na tomada de consciência, como na autoestima e no protagonismo da população negra. “Todos os blocos afros, de afoxés, samba, reggae e blocos indígenas dão energia e contribuem para avançarmos nas políticas de promoção da igualdade racial no Estado e no enfrentamento ao racismo”, destaca a secretária. 

As ruas da cidade recebem a Campanha dia a dia da festa popular, meio a exaltação e  empoderamento da história de resistência do povo negro e indígena do país trazidos nos blocos. Com percussões envolventes e fascinantes vestimentas, o público segue envolvido nas letras das canções e na responsabilidade trazida pelas 98 agremiações contempladas pelo projeto, que convidam os foliões a preservação e valorização da tradição das matrizes africanas, na agenda de correção de injustiças e violências históricas causadas pelo racismo. 

Todos os encontros dos blocos oportunizam ao público condições de tratar com a população a tarefa contínua de combater o crime inafiançável. Numa diversidade de faixas etárias, já foi possível presenciar os espetáculos culturais do consagrado Ilê Aiyê, bloco pioneiro no reconhecimento da beleza negra, o Alvorada comemorando 50 anos de construção do samba na avenida, dentre outros que destacam  a luta por políticas públicas raciais no país. 

 

Sobre o Ouro Negro 

O Carnaval da Bahia é Ouro Negro. Numa parceria entre a SEPROMI e a SECULT, em 2025 foram investidos R$15 milhões para proporcionar apoio aos grupos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índio. O programa concede apoio financeiro às entidades desde 2008, mas é desde 2014, com a publicação da Lei nº 13.182, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.  Entre as entidades contempladas estão grupos tradicionais como o Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza e a Didá.